Escalada Preocupante: Análise dos Feminicídios na Paraíba e Seus Reflexos Sociais
Os sete feminicídios no primeiro trimestre de 2026 na Paraíba acendem um alerta sobre a persistência da violência de gênero e o impacto na segurança das mulheres.
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O primeiro trimestre de 2026 desenha um cenário desalentador para a segurança das mulheres na Paraíba, com o registro de sete feminicídios, conforme dados compilados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Este número, concentrado em cidades como João Pessoa, Arara, Itapororoca, Conceição, Guarabira e Baía da Traição, não é apenas uma estatística isolada, mas um eco preocupante de uma tendência de escalada da violência de gênero que o estado vem enfrentando.
A gravidade da situação é amplificada quando se observa o retrospecto. O ano de 2025 encerrou com 36 feminicídios na Paraíba, o pior índice desde a sanção da Lei do Feminicídio em 2015 e um aumento de 38% em relação a 2024. Este recorde negativo na esfera estadual converge com uma realidade nacional: o Brasil também atingiu seu pico histórico em 2025, com mais de 1.470 casos. Tais números revelam que, apesar dos avanços legislativos, a rede de proteção e prevenção ainda se mostra insuficiente diante da persistência e brutalidade desses crimes.
Além dos feminicídios consumados, o primeiro trimestre de 2026 ainda registrou oito tentativas, espalhadas por municípios como Alagoa Grande, Cabedelo, Campina Grande, Monteiro, Natuba, Picuí, Pilar e Pombal, indicando que o espectro de vulnerabilidade é ainda mais amplo. Estes dados frios representam vidas ceifadas e lares destruídos, mas, acima de tudo, lançam um alerta sobre a necessidade urgente de uma reavaliação profunda das estratégias de combate à violência doméstica e de gênero no estado.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) foi um marco legal, mas os dados recentes indicam que sua eficácia na prevenção ainda enfrenta desafios estruturais.
- Com 36 feminicídios em 2025, a Paraíba não apenas registrou seu pior ano desde 2015, mas também superou em 38% os números de 2024, espelhando uma tendência nacional alarmante de recordes.
- A concentração de casos em diversas cidades paraibanas, de João Pessoa a Baía da Traição, demonstra que a violência de gênero é um problema transversal, afetando a segurança pública em todo o estado.