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Guerra no Oriente Médio: Escalada de conflitos, reabertura de voos e ações globais no 6º dia
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A guerra no Oriente Médio entra no seu sexto dia nesta quinta-feira (5/3) com notícias de novos ataques de Israel e Irã.
O conflito começou no sábado (28/2) após o assassinato do Líder Supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, por ataques israelenses e americanos contra a liderança e as forças armadas do país.
Confira abaixo os principais acontecimentos mais recentes da guerra.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que está enviando quatro caças Typhoon adicionais para se juntarem ao esquadrão britânico no Catar.
Helicópteros Wildcat com capacidade antidrone chegarão ao Chipre na sexta-feira, diz ele, e o navio de guerra HMS Dragon está sendo enviado para o Mediterrâneo.
O primeiro-ministro disse que o Reino Unido permitiu que os EUA utilizassem bases britânicas "para conduzir operações defensivas".
Ele afirma: "Manteremos essa proteção sobre os cidadãos britânicos na região e nossos aliados".
O governo britânico, diz ele, está trabalhando para "fortalecer" essa proteção diariamente e "retirar pessoas" da região do Golfo. Até o momento, afirma Starmer, mais de 140 mil pessoas na região registraram sua presença junto ao governo britânico.
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As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter identificado mais mísseis lançados do Irã em direção ao país.
Em uma publicação nas redes sociais, as IDF informam que os sistemas de defesa estão trabalhando para interceptá-los e que um alerta foi enviado para celulares nas áreas afetadas. As pessoas que receberam o alerta foram orientadas a permanecer em um local seguro até novo aviso.
No Líbano, as Forças de Defesa de Israel emitiram um alerta urgente para os moradores dos subúrbios do sul de Beirute, ordenando que evacuem suas casas imediatamente, informou seu porta-voz em árabe.
"Atenção, é proibido seguir para o sul. Qualquer deslocamento para o sul pode colocar suas vidas em perigo", disse Avichay Adraee.
O exército israelense orientou os moradores dos bairros de Burj Al-Barajneh e Hadath, na zona sul da capital libanesa, a se deslocarem para o leste. Também alertou os moradores dos bairros de Harat Harik e Shiah, na capital libanesa, para que se desloquem para o norte ou leste
"Notificaremos vocês no momento oportuno para que retornem às suas casas", disse um porta-voz das Forças de Defesa de Israel.
Mais explosões foram registradas em Manama, no Bahrein, segundo um repórter da agência de notícias AFP na cidade.
Fortes explosões também foram ouvidas em Doha, no Catar, nesta manhã, enquanto o Irã continua seus ataques contra países do Golfo em retaliação à campanha aérea EUA-Israel.
Dois civis ficaram feridos em um ataque de drone iraniano no Azerbaijão, informou o Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão.
"Um drone atingiu o terminal do aeroporto na República Autônoma de Nakhchivan, enquanto outro caiu perto de uma escola na vila de Shakarabad", disse o ministério.
O ataque com drones danificou um prédio do aeroporto e feriu dois civis. O embaixador iraniano no Azerbaijão foi convocado, informou o ministério, e "um forte protesto será transmitido ao lado iraniano".
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou que interceptou e destruiu seis mísseis balísticos e 131 drones hoje, mas acrescentou que um míssil e seis drones caíram em território nacional.
O ministério afirmou que 196 mísseis balísticos foram detectados desde o início dos combates no sábado, e que oito mísseis de cruzeiro também foram detectados e destruídos.
Três pessoas morreram, todas estrangeiras (nacionais do Paquistão, Nepal e Bangladesh), informou o ministério, acrescentando que 94 pessoas ficaram feridas desde o início dos ataques.
Ao contrário dos Estados do Golfo e da região do Curdistão iraquiano, o Azerbaijão não possui bases militares americanas, o que levanta a questão do motivo do ataque registrado hoje, afirma Raffi Berg, editor digital de Oriente Médio da BBC News.
O Irã não justificou o lançamento de drones contra um aeroporto na região autônoma de Nakhchivan, mas um possível motivo seria o fato de o Azerbaijão, na fronteira noroeste do Irã, ser um parceiro estratégico próximo de Israel e dos EUA.
As relações entre o Azerbaijão – um país laico, mas de maioria muçulmana xiita – e Israel se estreitaram desde os anos 2000: o Azerbaijão é um grande comprador de armas israelenses, Israel importa quantidades significativas de petróleo azeri e acredita-se que os dois países cooperem estreitamente em inteligência, particularmente no que diz respeito à vigilância do Irã.
O Irã acusa há muito tempo o Azerbaijão de permitir que o Mossad, a agência de inteligência israelense, opere em seu território, inclusive ajudando agentes do Mossad a assassinar cientistas nucleares iranianos – acusação que o Azerbaijão nega veementemente.
O Azerbaijão fechou parte de seu espaço aéreo no sul do país após afirmar que quatro drones iranianos sobrevoaram sua fronteira.
O espaço aéreo permanecerá fechado por 12 horas, de acordo com um aviso aos pilotos (NOTAM) emitido pelo Azerbaijão, segundo a Reuters.
O Azerbaijão acusa o Irã de atacar sua região de Nakhchivan, um enclave autônomo na fronteira com a Armênia, com drones. O Irã nega a acusação, culpando Israel.
O Aeroporto Ben Gurion de Israel foi reaberto nesta quinta-feira após ter sido fechado há cinco dias, no início dos ataques militares conjuntos de Israel e dos EUA contra o Irã. O primeiro voo de repatriação vindo de Atenas pousou no aeroporto na manhã de quinta, trazendo de volta israelenses que estavam no exterior sem conseguir retornar.
Espera-se que as companhias aéreas israelenses ajudem a repatriar cerca de 100 mil israelenses que não conseguiram retornar desde que Israel fechou seu espaço aéreo no sábado.
As autoridades israelenses aprovaram uma reabertura parcial do espaço aéreo em etapas, sujeita à evolução da situação de segurança.
Alguns voos estão sendo retomados no Oriente Médio após dias de interrupções.
Um voo fretado pelo governo britânico para repatriar cidadãos de Omã não decolou conforme o planejado na noite de quarta-feira devido a um problema técnico. "A previsão é de que o voo parta ainda hoje", informou o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido na quinta-feira.
Alemanha, Espanha, Holanda e outros países europeus receberam com sucesso voos de repatriação do Oriente Médio.
Nos Emirados Árabes Unidos, a Emirates e a Etihad Airways estão operando um número limitado de voos. As operações de voo foram retomadas de forma limitada no Aeroporto Internacional Zayed, informou a assessoria de imprensa de Abu Dhabi.
A Qatar Airways anunciou que operará voos de repatriação de Mascate, em Omã, para diversas cidades europeias nesta quinta-feira, incluindo Londres, Berlim, Copenhague, Madri, Roma e Amsterdã.
As principais operações da companhia aérea partindo da capital do país, Doha, permanecem temporariamente suspensas "devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar", afirmou em comunicado divulgado na quinta-feira.
O Irã lançou mísseis contra Israel durante a noite de quarta para quinta-feira.
Os EUA e Israel intensificaram seus bombardeios contra o Irã. As forças armadas israelenses também atacaram os subúrbios do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah, após emitir um alerta aos moradores.
Sirenes de alerta aéreo soaram em Tel Aviv e Jerusalém para avisar sobre o lançamento de foguetes. Explosões puderam ser ouvidas quando os mísseis foram interceptados pelas defesas aéreas. Não houve relatos imediatos de vítimas.
Israel está flexibilizando algumas restrições à população devido à diminuição do número de foguetes disparados do Irã. Um porta-voz militar israelense sugeriu que os esforços para atingir os estoques de mísseis e locais de lançamento iranianos deram resultado.
No Irã, explosões foram relatadas novamente na capital, Teerã.
Crédito, AFP via Getty Images
No Líbano, houve novos ataques aéreos israelenses com mortes. Autoridades libanesas afirmam que mais de 80 mil pessoas foram deslocadas devido à nova onda de confrontos entre Israel e o Hezbollah.
Novas imagens desta quinta-feira mostraram destruição e prédios danificados em Beirute, após dias de ataques aéreos israelenses. A mídia libanesa noticiou ontem à noite que três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas após dois ataques perto da capital.
A mídia estatal libanesa noticiou que um ataque de drone israelense atingiu um apartamento em Beddawi, um campo de refugiados palestinos perto de Trípoli, no Líbano, matando o funcionário de primeiro escalão do Hamas, Wassim Atallah al-Ali, e sua esposa.
Na quarta-feira, o Senado americano rejeitou por 52 votos a 47 uma resolução que limitaria os poderes de guerra de Donald Trump, reduzindo sua capacidade de ordenar novas ações militares no Irã.
Parlamentares votaram quase que inteiramente de acordo com suas filiações partidárias.
O Congresso é o único ramo do governo dos EUA que pode declarar guerra oficialmente.
Uma votação sobre a mesma questão está prevista para acontecer nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados.
Também na quarta-feira, os EUA disseram que afundaram um navio iraniano no Oceano Índico e divulgaram um vídeo mostrando o momento exato em que um torpedo americano atinge a embarcação.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, não revelou o nome do navio iraniano atacado. Mas, horas antes, a Marinha do Sri Lanka havia informado que o IRIS Dena afundou no Oceano Índico, com cerca de 140 pessoas a bordo desaparecidas.
E no Irã, a mídia estatal informou que o funeral de Estado do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi adiado. Organizadores afirmaram que a cerimônia será adiada até que a infraestrutura esteja pronta. Nenhuma nova data foi anunciada.
Fonte:
BBC News