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Vacinas salvaram vidas, mas cobertura vacinal preocupa saúde pública

O estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que as vacinas salvaram 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos, principalmente de crianças.

Vacinas salvaram vidas, mas cobertura vacinal preocupa saúde pública Reprodução

O estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que as vacinas salvaram 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos, principalmente de crianças. O pediatra e infectologista Dr. Sandoval Carneiro Filho, da Unimed Cuiabá, destaca que, enquanto as vacinas têm impactado positivamente a saúde pública, também criaram um novo desafio: a diminuição da percepção de riscos associados às doenças.

Segundo o especialista, doenças como difteria, tétano, coqueluche e sarampo, que foram muito presentes nas vidas das gerações mais velhas, estão agora quase ausentes. O médico destaca a importância da vacinação para evitar a reemergência de doenças controladas, como o sarampo e a coqueluche, e alerta para a importância de manter a cobertura vacinal em dia, especialmente para adultos e idosos.

Dr. Sandoval reforça a importância de manter a vacinação em dia não apenas para a proteção individual, mas também para a imunidade coletiva, que protege pessoas que não estão aptas a receber determinados imunizantes. A vacinação está entre as principais responsáveis pelos avanços da saúde pública nas últimas décadas, segundo estudos da OMS.

Adicionalmente, o médico destaca a importância de adultos manterem a caderneta de vacinação atualizada, já que alguns imunizantes são necessários para garantir a imunidade contra doenças. Além disso, gestantes podem beneficiar da transferência de anticorpos para o bebê, protegendo-o nos primeiros meses de vida.

Dr. Sandoval reitera que a vacinação não é uma atitude individual, mas uma atitude coletiva. A maioria se vacinando resulta em um menor risco de circulação de vírus e bactérias, protegendo inclusive quem é mais vulnerável e não pode tomar a vacina.

Por que isso importa?

O impacto deste estudo é que os benefícios das vacinas continuam claro, mas a queda na cobertura vacinal pode levar a uma reemergência de doenças que estão sob controle. Para o público regional, isso significa uma consciência mais atenta sobre a importância de manter a vacinação em dia, especialmente para adultos e idosos, para garantir uma proteção coletiva.

Contexto Rápido

  • O estudo da OMS indicou que as vacinas salvaram 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos, principalmente de crianças.
  • Doenças como difteria, tétano e coqueluche deixaram de fazer parte da rotina das famílias, mas ainda estão controladas.
  • A cobertura vacinal está entre os fatores que podem influenciar a reemergência de doenças controladas, como o sarampo e a coqueluche.
Dados de contexto baseados em estatísticas públicas e levantamentos históricos.
Fonte: G1 - Mato Grosso

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