Bakker, ex-pregador cristão de grande influência, é condenado por fraude
O televangelista americano Jim Bakker, um dos maiores nomes da televisão cristã dos anos 1980, faleceu aos 86 anos nesta segunda-feira (5).
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O televangelista americano Jim Bakker, um dos maiores nomes da televisão cristã dos anos 1980, faleceu aos 86 anos nesta segunda-feira (5). Bakker, que construiu um império multimilionário e viveu em opulência antes de cair em desgraça por causa de um escândalo sexual, de uma condenação por fraude contra seguidores e do divórcio da apresentadora de televisão Tammy Faye, deixou uma história de luta e renascimento digna de comparação com as histórias de vários telespectadores.
Bakker, cuja trajetória do púlpito televisivo a uma cela de prisão inspirou comparações com o personagem corrupto Elmer Gantry, um pregador charlatão fictício, passou pela prisão após ser condenado em 1989 por fraude em um esquema que incluía estadias de férias em seu parque temático e resort cristão Heritage USA. Embora tenha sido destituído de suas funções religiosas devido a um encontro sexual com uma ex-secretária que se tornou modelo para a revista Playboy, Bakker retornou à televisão após quatro anos e meio de prisão.
Depois de sair da prisão, Bakker começou um novo ministério, renunciando à 'prosperidade cristã' que antes pregava. Ele estabeleceu um novo programa de televisão chamado 'The Jim Bakker Show', que foi gravado em um empreendimento de 240 hectares chamado Morningside, próximo à cidade turística de Branson, no Missouri. Bakker também vendeu um falso tratamento contra a Covid-19 durante a pandemia, o que gerou indignação de autoridades estaduais e federais.
Embora tenha vivido uma trajetória marcada por escândalos e falhas éticas, Bakker também recebeu reconhecimento como um 'pioneiro da televisão cristã'. Ele esteve entre os mais populares pregadores cristãos na década de 1980, com mais de 13 milhões de telespectadores em suas emissões, que arrecadavam milhões anualmente. A morte de Bakker, que era casado com Tammy Faye até o divórcio em 1992, ocorreu após uma vida repleta de altos e baixos. O falecimento de Bakker levanta questões sobre como a mídia cristã e o poder da televisão influencia nos engajamentos de fé dos telespectadores.
A morte de Bakker não só marca o fim de uma era na televisão cristã, mas também serve como uma importante lição sobre o poder das denúncias de abuso de poder e deixa para trás uma mistura de revolta contra a fraude e reconhecimento do impacto positivo de Bakker na mídia religiosa, mesmo que seus métodos e atos não tenham sido éticos.
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Contexto Rápido
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- "É com o coração partido que comunico que meu amado marido, Jim Bakker, foi para junto do Senhor nesta noite", escreveu ela nas páginas do Facebook e do Instagram.
- Bakker retomou a carreira de pregador televisivo após sair da prisão, com uma nova esposa e um novo programa de televisão, em 2003, tornando-se mais tarde um ferrenho apoiador do presidente Donald Trump.
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