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Tartaruga-Cabeçuda desorientada após desova é encontrada no meio da rua

Uma tartaruga-cabeçuda foi encontrada desorientada e parada no meio de uma rua em Anchieta, no Espírito Santo, após a forte iluminação artificial na orla da praia de Castelhanos, onde havia desovado.

Tartaruga-Cabeçuda desorientada após desova é encontrada no meio da rua Reprodução

Uma tartaruga-cabeçuda foi encontrada desorientada e parada no meio de uma rua em Anchieta, no Espírito Santo, após a forte iluminação artificial na orla da praia de Castelhanos, onde havia desovado. Segundo o Instituto de Pesquisa e Conservação Marinha (IPCMar), a fêmea adulta caminhou cerca de dois quarteirões do local de desova.

A orientação natural dos animais, que usam a luz do mar para retornar, foi desviada pela iluminação artificial. A equipe do IPCMar resgatou a tartaruga e levou-a de volta à praia onde havia colocado seus ovos, alertando sobre os riscos potenciais para os filhotes.

Biólogos destacam que o problema vai além da vida da tartaruga e pode afetar gravemente os filhotes, que nascem cerca de 50 dias depois da desova. Eles apontam que a falta de orientação pode levar aos atropelamentos, mortes devido ao ressecamento ou predadores.

A bióloga Priscilla Nobres alerta que a substituição das lâmpadas de LED branco por luzes de cor âmbar pode ajudar a reduzir os impactos. Outra medida sugerida é a instalação de anteparos nos postes para direcionar a luz para a calçada.

A situação mostra a necessidade de medidas urgentes para proteger as tartarugas marinhas e suas espécies de filhotes, consideradas berço de desova de diversas espécies no litoral capixaba.

Por que isso importa?

Este incidente alerta sobre a importância de manter áreas de desova protegidas de iluminação artificial forte. A falta de orientação pode levar a consequências graves, incluindo predadores, atropelamentos e ressecamento. A adoção de medidas como a substituição de lâmpadas de LED branco por luzes de cor âmbar e a instalação de anteparos pode reduzir esses impactos.

Contexto Rápido

  • O período de desova das tartarugas marinhas no Espírito Santo começou em setembro e vai até meados de março.
  • As tartarugas marinhas, incluindo a Caretta, usam a iluminação natural do mar para retornar aos ninhos após desovar.
  • A iluminação artificial nas praias, especialmente quando está forte, pode levar tartarugas a seguir direções erradas, como a tartaruga-cabeçuda encontrada em Anchieta.
Dados de contexto baseados em estatísticas públicas e levantamentos históricos.
Fonte: G1 - Espírito Santo

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