BRT-ABC: Governo de SP Avalia Caducidade em Meio a Atrasos Crônicos e Incertezas na Mobilidade Regional
A ameaça de rompimento contratual do BRT-ABC eleva o debate sobre a eficiência da gestão pública e privada na infraestrutura de transporte da Grande São Paulo.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou a intenção de iniciar o processo de caducidade do contrato com a Next Mobilidade, responsável pela construção do BRT do ABC Paulista. A medida surge após sucessivos atrasos na entrega da obra, originalmente prevista para 2023 e agora postergada para o segundo semestre de 2026, com o governo alegando que o acordo de concessão não está sendo honrado. Este corredor de ônibus, essencial para conectar cidades da Grande São Paulo à capital, tornou-se um símbolo da complexidade e dos desafios inerentes a grandes projetos de infraestrutura na região.
A Next Mobilidade, por sua vez, defende-se, apontando que as intercorrências decorrem de morosidade na liberação de licenças e na execução de serviços por outras concessionárias de infraestrutura, como Enel e Sabesp. Contudo, a persistência dos atrasos levanta questionamentos profundos sobre o planejamento, a coordenação multisetorial e a fiscalização de projetos que impactam diretamente a vida de milhões de paulistas. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) já havia identificado as falhas, aplicando notificações e penalidades, mas o imbróglio agora atinge um novo patamar de gravidade.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- O projeto do BRT-ABC substituiu a Linha 18-Bronze do Monotrilho, cancelada na gestão anterior, gerando uma dívida de R$ 335 milhões para o estado, paga pela atual administração.
- Grandes projetos de infraestrutura de transporte em São Paulo têm um histórico de atrasos e reformulações, impactando o orçamento público e a confiança dos cidadãos na entrega de serviços essenciais.
- A região do ABC Paulista, um motor econômico e populoso, depende criticamente de uma rede de transporte eficiente para sua integração com a capital e o escoamento de sua força de trabalho e produção.