Sabesp Pós-Privatização: Explode Ranking do Procon-SP e Desafia Confiança do Consumidor
O aumento vertiginoso de reclamações contra a Sabesp levanta questionamentos cruciais sobre a qualidade do serviço e os direitos do consumidor na era pós-privatização em São Paulo.
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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) ascendeu a uma posição indesejável em 2025, liderando o ranking de reclamações do Procon-SP. Com notáveis 6.879 queixas, a empresa registrou um salto assustador: quase o triplo do ano anterior e mais de quatro vezes o volume de 2023. Essa escalada acontece em um período crítico, após a privatização da companhia em meados de 2024, sob a gestão Tarcísio de Freitas, e sua subsequente aquisição pela Equatorial Energia.
A cada dia, o órgão de defesa do consumidor processou 19 reclamações contra a Sabesp, revelando uma taxa de atendimento de apenas 31%. Este quadro contrasta vividamente com as expectativas de eficiência e melhoria do serviço que frequentemente acompanham os processos de desestatização. Embora a Sabesp atribua o pico a “dificuldades pontuais” decorrentes de um ataque hacker no início de 2025, o histórico de crescimento das queixas precede tal evento, sugerindo desafios mais profundos e estruturais que demandam uma análise rigorosa.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A Sabesp foi privatizada em meados de 2024 pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), passando a ser controlada pela Equatorial Energia, um marco na administração pública paulista.
- O número de reclamações contra a Sabesp no Procon-SP disparou de 1.621 em 2023 para 2.507 em 2024, culminando em 6.879 em 2025 – um aumento de mais de 400% em dois anos.
- A taxa de resolução de apenas 31% das reclamações reflete uma crescente frustração dos consumidores e um possível descompasso entre a demanda por suporte e a capacidade de resposta da companhia em São Paulo e região.