Redução da Gasolina Pela REAM: Uma Análise Crítica do Impacto Econômico e Logístico no Amazonas
A recente queda no valor de venda da gasolina da Refinaria da Amazônia para distribuidoras reacende o debate sobre o repasse ao consumidor e os desafios logísticos da região.
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A Refinaria da Amazônia (REAM) implementou uma redução de R$ 0,35 no preço do litro da gasolina vendida às distribuidoras, uma notícia que, à primeira vista, sugere alívio para o consumidor amazonense.
No entanto, a complexidade da cadeia de custos e as dinâmicas de mercado locais colocam em xeque a extensão desse benefício para o bolso do cidadão. Esta é a quinta alteração de preço apenas em março de 2026, em um cenário onde Manaus já ostenta alguns dos valores de combustível mais elevados do país, impactando diretamente o custo de vida e a logística regional.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Nos últimos meses, o Amazonas, especialmente Manaus, tem enfrentado sucessivos aumentos nos preços da gasolina, com o litro chegando a quase R$ 9 em alguns municípios e picos de R$ 7,59 na capital, tornando-a uma das mais caras do Brasil.
- A redução de R$ 0,35 por litro pela REAM é a quinta alteração de preço somente em março de 2026, contrastando com a tendência de alta observada pela ANP, que posicionou Manaus como a terceira capital com a gasolina mais cara do país no início do ano.
- A matriz logística do Amazonas, fortemente dependente do transporte rodoviário e fluvial – este último vital para o interior do estado – significa que o custo do combustível impacta diretamente não apenas o transporte coletivo urbano (que atende 70% da população), mas também o frete de bens essenciais, elevando o custo de vida.