Porto Alegre Despenca no Saneamento: Quase Metade da Água Tratada Perdida e o Custo Oculto para o Cidadão
A capital gaúcha registra a maior queda no Ranking do Saneamento, expondo fragilidades alarmantes na gestão hídrica e na cobertura de esgoto, com consequências diretas para a vida do porto-alegrense.
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A recente divulgação do Ranking do Saneamento 2026 pelo Instituto Trata Brasil acendeu um alerta crítico sobre a infraestrutura de Porto Alegre. A capital gaúcha não apenas registrou a maior queda entre os 100 maiores municípios do país, despencando da 49ª para a 63ª posição, mas revelou um cenário de ineficiência chocante: quase 50% da água potável tratada é perdida antes mesmo de alcançar as torneiras dos consumidores.
Este declínio, partilhado apenas com João Pessoa (PB) em sua gravidade, é sintoma de problemas profundos. Os dois pilares que sustentam essa regressão são o aumento das perdas na distribuição de água – que atingiu um alarmante índice de 46,6%, muito acima da meta federal de 25% – e a significativa redução na cobertura de coleta de esgoto, que caiu de 91% para 72%. Mais do que números, estes dados representam a degradação de um serviço essencial e o impacto direto na qualidade de vida de milhões.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Porto Alegre caiu 14 posições, da 49ª para a 63ª no Ranking do Saneamento, a maior queda entre as 100 maiores cidades brasileiras, conforme o Trata Brasil.
- O índice de perdas na distribuição de água potável da capital gaúcha é de 46,6%, enquanto a meta nacional estabelecida é de 25%. A coleta de esgoto atende 72% da população, com apenas 60% do volume gerado efetivamente tratado.
- Apesar das justificativas do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) sobre "distorções históricas" na coleta de esgoto e a "enchente histórica" como fator para as perdas, a defasagem nos investimentos é clara: R$ 72/habitante/ano, contra R$ 225/habitante/ano previstos pelo Plano Nacional.