Paraíba em Alerta: O Início de 2026 e a Reincidência da Escalada dos Feminicídios
Três vidas ceifadas em janeiro projetam um cenário preocupante, evidenciando a persistência de falhas estruturais na proteção da mulher paraibana.
Reprodução
O ano de 2026 na Paraíba foi inaugurado com um dado alarmante: três feminicídios foram registrados apenas no mês de janeiro. Os casos, que chocaram as comunidades de João Pessoa, Arara e Itapororoca, não são incidentes isolados, mas a dolorosa reedição de um problema crônico que tem se agravado.
Este início preocupante ressoa com o sombrio panorama de 2025, quando o estado contabilizou 36 feminicídios – um recorde desde a promulgação da Lei do Feminicídio em 2015 e um aumento de 38% em relação a 2024. A Paraíba, infelizmente, espelha uma tendência nacional alarmante: o Brasil bateu seu próprio recorde em 2025, com mais de 1.470 mulheres brutalmente assassinadas em razão de seu gênero, uma média de quatro por dia. Esses números frios representam vidas interrompidas, famílias destruídas e uma sociedade que falha em proteger suas mulheres.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) foi um marco legal para coibir a violência de gênero, classificando-a como crime hediondo, mas sua sanção não freou o aumento de casos, como visto nos registros paraibanos e nacionais.
- Em 2025, o Brasil registrou mais de 1.470 feminicídios, superando o ano anterior, enquanto a Paraíba atingiu seu pior índice desde 2015, com 36 casos, um aumento de 38% frente a 2024.
- Os três feminicídios de janeiro de 2026, ocorridos em cidades como João Pessoa, Arara e Itapororoca, demonstram a capilaridade da violência e o desafio de implementar políticas eficazes em um estado de dimensões diversas.