Um Ano de Incógnita: Cinco Foragidos de Alta Periculosidade Desafiam Segurança Pública do Acre
A prolongada ausência de criminosos ligados a facções, um ano após a fuga em Rio Branco, expõe vulnerabilidades crônicas no sistema prisional e na segurança regional.
Reprodução
Mais de um ano se passou desde a fuga de nove detentos do Complexo Penitenciário de Rio Branco, em 19 de junho de 2025, e a realidade persiste: cinco dos criminosos de alta periculosidade continuam foragidos. Este cenário não é apenas um registro cronológico de uma falha operacional; ele se impõe como um lembrete vívido da complexidade e dos desafios inerentes à segurança pública e à gestão prisional na região. A soma das penas dos indivíduos em liberdade ultrapassa os 270 anos, com a maioria possuindo extenso histórico criminal e ligações notórias com organizações criminosas, elevando o patamar de preocupação social.
O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) reitera que as operações de recaptura são contínuas, envolvendo esforços de inteligência da Polícia Penal em conjunto com outras forças de segurança. Entretanto, a prolongada liberdade desses cinco indivíduos – Davi Castro de Souza, Geovane Costa Almeida, Isaquiel Martins de Souza, Johnatan Silva Magalhães e Ozeias Paulo Germana Ferreira – denota uma lacuna persistente que transcende a mera diligência na busca. A fuga, ocorrida no Pavilhão P da Divisão de Estabelecimento Penal de Recolhimento Provisório, às 6h daquela manhã, não foi um incidente isolado em 2025, que presenciou uma segunda evasão no mesmo complexo apenas um mês depois, evidenciando uma vulnerabilidade sistêmica que demanda escrutínio aprofundado.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A fuga em 19 de junho de 2025 foi a primeira daquele ano no Complexo Penitenciário de Rio Branco, mas uma segunda evasão ocorreu apenas um mês depois no mesmo local, evidenciando fragilidades sequenciais.
- Os cinco foragidos somam penas que ultrapassam 270 anos e possuem histórico de crimes graves, incluindo homicídio, roubo e tráfico, com notórias conexões a organizações criminosas que atuam no estado.
- A persistência desses indivíduos em liberdade após mais de um ano levanta sérias questões sobre a capacidade do Estado em garantir a segurança dos cidadãos e o controle territorial em Rio Branco e regiões adjacentes.