Santa Catarina Revoluciona Prevenção de Incêndios com Plataforma Exclusiva de Monitoramento de Risco
A inédita ferramenta do Ciram/Epagri oferece previsões diárias e localizadas, redefinindo a capacidade de resposta e a segurança ambiental no estado.
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Santa Catarina acaba de dar um passo significativo na gestão de riscos ambientais com o lançamento de uma plataforma inovadora para monitoramento diário do risco de incêndios. Desenvolvida pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram), da Epagri, esta ferramenta representa uma guinada estratégica, capacitando cidadãos e autoridades com informações cruciais para a prevenção e o planejamento operacional.
A iniciativa transcende o mero reporte de ocorrências, fornecendo uma projeção detalhada do Risco de Fogo (RF) para até três dias subsequentes, categorizado em cinco níveis de intensidade. Este avanço tecnológico, que adapta um sistema originalmente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com a expertise local da Epagri/Ciram, promete transformar a maneira como o estado lida com a ameaça das queimadas, particularmente durante os meses mais críticos.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Historicamente, Santa Catarina enfrenta períodos de alta vulnerabilidade a incêndios, com o intervalo de julho a outubro sendo consistentemente o mais crítico. Em 2025, o estado registrou 1.478 focos de queimadas, e o pior ano da série histórica (iniciada em 1998) foi 2003, com 7.648 focos, evidenciando a recorrência e a gravidade do problema.
- A necessidade de ferramentas de previsão mais precisas e localizadas é uma tendência global, impulsionada pelas mudanças climáticas e o aumento da frequência de eventos extremos. Embora o Cemaden já ofereça previsões nacionais, a customização para SC, utilizando a vasta rede de estações meteorológicas da Epagri, garante um nível de acurácia superior para a realidade regional.
- A conexão regional é intrínseca: a plataforma incorpora variáveis específicas como tipo de vegetação, altitude e latitude de Santa Catarina, além de considerar dados como precipitação, temperatura e umidade. Isso permite uma representação fidedigna da variabilidade de risco em um estado com ecossistemas tão diversos, desde a Mata Atlântica até as áreas serranas e litorâneas.