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Polícia desarticula golpe do 'falso advogado' com atuação em MS; seis são indiciados, incluindo detento e advogada
Reprodução
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou, nesta sexta-feira (6), um esquema de fraude eletrônica conhecido como golpe do “falso advogado”.
Parte do grupo criminoso atuava a partir de Mato Grosso do Sul, e mensagens usadas na fraude chegaram a ser enviadas por um detento de dentro de um presídio em Dourados (MS).
Ao todo, seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou, nesta sexta-feira (6), um esquema de fraude eletrônica conhecido como golpe do “falso advogado”. Parte do grupo criminoso atuava a partir de Mato Grosso do Sul, e mensagens usadas na fraude chegaram a ser enviadas por um detento de dentro de um presídio em Dourados (MS).
Segundo a investigação, os criminosos entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens e se passavam pelo advogado responsável por um processo judicial real. Para convencer as vítimas, usavam o nome e a foto do profissional verdadeiro.
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Durante as conversas, diziam que havia taxas ou custos urgentes a serem pagos para liberar valores ou concluir o processo. Com isso, as vítimas eram levadas a fazer transferências bancárias para contas controladas pelo grupo.
Em um dos casos investigados, a vítima — uma pessoa idosa — chegou a transferir dinheiro para os suspeitos. Os criminosos ainda tentaram pedir um segundo pagamento, de valor mais alto, mas a fraude foi descoberta antes da nova transferência.
Esquema tinha participação de detento
A investigação apontou que parte das mensagens usadas no golpe foi enviada de dentro de um presídio em Dourados. Isso indica que o esquema continuava sendo coordenado mesmo com um dos envolvidos cumprindo pena.
Os policiais também identificaram a participação de uma advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). De acordo com a investigação, ela teria ajudado a movimentar e esconder a origem do dinheiro obtido com as fraudes.
Seis pessoas indiciadas
Ao todo, seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de:
estelionato eletrônicolavagem de dinheiroorganização criminosa
Somadas, as penas máximas podem chegar a 26 anos de prisão.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Decor). A operação contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
No estado, participaram equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e das delegacias de Caarapó e Juti.
A Polícia Civil alerta que o golpe do “falso advogado” tem atingido principalmente pessoas idosas que têm processos na Justiça. A orientação é confirmar qualquer pedido de pagamento diretamente com o advogado, usando um telefone já conhecido, antes de fazer qualquer transferência.
As autoridades também recomendam atenção a mensagens que pedem pagamentos urgentes, mesmo quando parecem vir de profissionais ou instituições conhecidas.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
Equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) de MS participaram da operação. — Foto: Google StreetView
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Por Nadine Lopes, g1 MS
06/03/2026 16h22 Atualizado 06/03/2026
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Fonte:
G1 - Mato Grosso do Sul