Minas Gerais Subfinancia Prevenção Ambiental: O Risco Velado do El Niño e o Custo à População
Dados do TCE-MG revelam que apenas 1% das despesas municipais são dedicadas à gestão ambiental, com foco em reparação, não prevenção, expondo cidadãos a riscos crescentes em meio a fenômenos climáticos extremos.
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Um levantamento recente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) acende um sinal de alerta crucial para a gestão pública e a vida dos mineiros. Nos últimos doze anos, as prefeituras do estado destinaram, em média, uma parcela irrisória de apenas 1% de suas despesas totais para a gestão ambiental. Este patamar, que coloca o meio ambiente na 12ª posição no ranking de prioridades de investimento, é ainda mais preocupante quando se observa que a maior parte desses recursos é aplicada em ações corretivas, após a ocorrência de desastres, e não em medidas preventivas.
Em um cenário de previsões para um El Niño intenso, com potencial para agravar secas, incêndios e inundações, a negligência na prevenção ambiental emerge como uma ameaça direta à saúde, segurança e economia da população, transformando a inação em um custo social e financeiro elevado e inevitável.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A média de investimento de 1% em gestão ambiental pelas prefeituras mineiras nos últimos 12 anos é destacada pelo TCE-MG, que posiciona o setor como a 12ª prioridade em despesas municipais.
- Cerca de 80% a 90% dos recursos ambientais são aplicados na reparação de danos após desastres, e não em ações preventivas, uma tendência alarmante evidenciada pelo coordenador do TCE-MG, Ryan Brunner Lima Pereira.
- A subvenção em prevenção é agravada pela iminência de um forte El Niño, que promete intensificar as temperaturas, aumentar o risco de incêndios, comprometer a qualidade do ar e ampliar a incidência de doenças como dengue, zika e chikungunya em Minas Gerais.