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Porto Alegre registra maior índice de assédio entre capitais e menor percepção de desigualdade doméstica, aponta pesquisa
Reprodução
Porto Alegre lidera entre as capitais com 82% das mulheres relatando assédio, superando a média nacional de 71%.
A capital gaúcha registra a menor percepção de desigualdade doméstica, com apenas 34% vendo mulheres sobrecarregadas.
A pesquisa "Viver nas Cidades – Mulheres 2026" revela contraste marcante na rotina das porto-alegrenses.
Espaços públicos são os principais locais de assédio em Porto Alegre. Homens e mulheres divergem sobre a divisão de tarefas.
Para combater a violência, 60% dos moradores de Porto Alegre priorizam o endurecimento das penas para agressores.
A "Pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres 2026", lançada nesta quinta-feira (5), revela um contraste na rotina das porto-alegrenses: enquanto a capital aparece entre as que menos reconhecem desigualdade na divisão das tarefas domésticas, é justamente nela que o maior percentual de mulheres relata ter enfrentado algum tipo de assédio.
🔎 A pesquisa, realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis e a Ipsos-Ipec, tem como principal objetivo mapear como mulheres e homens de dez capitais brasileiras percebem questões ligadas à desigualdade de gênero, abordando desde a divisão das tarefas domésticas até episódios de assédio e violência. O trabalho entrevistou 3,5 mil pessoas de forma online entre 1º e 27 de dezembro de 2025.
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Os dados, coletados entre dezembro de 2025 com moradoras conectadas à internet, mostram que 82% das mulheres de Porto Alegre afirmam ter sido vítimas de assédio em pelo menos um dos seis ambientes analisados. Este é o maior patamar entre as dez capitais pesquisadas, acima, inclusive, da média nacional (71%). Confira a tabela abaixo.
Entre os locais onde o assédio mais acontece em Porto Alegre, os espaços públicos se destacam.
Ruas, praças e parques concentram 66% das ocorrências relatadas pelas porto-alegrenses, um aumento em relação à edição anterior do estudo;O transporte público aparece logo na sequência, sendo citado por 59% das mulheres da capital;Também cresceu a proporção de assédio em bares e casas noturnas, que chega a 49% das mulheres, segundo os dados mais recentes.
Percepção da divisão das tarefas domésticas
O cenário de violência fora de casa parece menos evidente dentro do lar aos olhos dos moradores da cidade. Apenas 34% dos entrevistados dizem que as mulheres acabam realizando a maior parte das tarefas do dia a dia, como limpeza, preparo de refeições e organização da casa.
O percentual é o menor entre as capitais incluídas no levantamento. Confira a tabela abaixo.
Mesmo assim, a pesquisa mostra que a percepção continua dividida entre os gêneros: as mulheres tendem a reconhecer maior sobrecarga feminina, enquanto os homens apontam mais equilíbrio.
Medidas prioritárias para enfrentar violência contra mulheres
Quando perguntados sobre quais ações devem ser priorizadas no combate à violência doméstica e familiar, moradores de Porto Alegre colocam como principal medida o endurecimento das penas para agressores, com 60% das menções.
Na sequência, aparecem:
Ampliação dos serviços de proteção às mulheres em todas as regiões da cidade (47%);Agilidade na investigação das denúncias (37%).
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Porto Alegre registra maior índice de assédio entre capitais
Violência contra mulher: como pedir ajuda
Percepção sobre a divisão das tarefas domésticas
Usina do Gasômetro, vista de cima, em Porto Alegre — Foto: Marcelo Viola/PMPA
05/03/2026 06h01 Atualizado 05/03/2026
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Fonte:
G1 - Rio Grande do Sul