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PF faz operação e investiga vazamento de dados de ministros do STF
Oglobo
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, uma operação contra uma organização criminosa especializada em obter, adulterar e vender dados pessoais e sensíveis provenientes de bases governamentais e privadas, incluindo informações pessoais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação teve início depois que a PF identificou uma base de dados não oficial, "abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e a bases governamentais, contendo informações pessoais de ministros do STF".
Intitulada de Dataleaks, a operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária em São Paulo, Tocantins e Alagoas. Segundo a PF, "os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de invasão de dispositivo informático, de furto qualificado mediante fraude, de corrupção de dados, de lavagem de dinheiro".
No mês passado, a PF fez outra uma operação para investigar o suposto vazamento de informações da Receita Federal de ministros do STF e de seus familiares. Quatro servidores foram alvo.
A investigação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Em janeiro deste ano, ele determinou a abertura de um procedimento para apurar se houve vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares na Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A abertura do inquérito se deu em meio aos desdobramentos de reportagem que menciona contrato do Banco Master com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci. Em dezembro, a coluna de Malu Gaspar revelou que, ao longo de três anos, o contrato totalizaria R$ 131,3 milhões.
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Oglobo