Economia
Petrobras monitora guerra para decidir sobre reajustes, diz presidente
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A Petrobras ainda não tem uma posição sobre a necessidade de reajustar os preços de combustíveis no Brasil, disse a presidente da petroleira, Magda Chambriard, ao responder uma pergunta sobre o impacto da guerra no Oriente Médio no preço internacional do petróleo, que subiu aos maiores valores em quase dois anos.
Petrobras ainda não decidiu sobre reajustes de preços de combustíveis. Segundo a presidente da petroleira, Magda Chambriard, a empresa ainda não tem uma posição sobre a necessidade de reajustar os preços de combustíveis no Brasil, afirmou ao responder uma pergunta sobre o impacto da guerra no Oriente Médio no preço internacional do petróleo, que subiu aos maiores valores em quase dois anos.
Nesse momento ainda não está respondida. Se essa volatilidade for tão grande assim, certamente, ela vai exigir respostas mais rápidas que exigiriam, se a alta fosse mais lenta. Mas neste momento, não temos sequer dessa premissa. Magda Chambriard, presidente da Petrobras.
Petrobras está preparada para enfrentar choques de preços provocados pela guerra no Oriente Médio. Sobre a escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel contra Irã que provocou o aumento do preço do petróleo aos maiores patamares em quase dois anos, a presidente da Petrobras disse que a companhia está pronta para ser rentável com o barril a US$ 85 ou a US$ 55. "Se ele [barril] for a US$ 85, estamos preparados, e se for a US 55, temos que estar igualmente preparados", disse, lembrando que "há ainda quem fale [em um barril] a US$ 55 ano que vem".
Logística também tem capacidade de ajustar processos em caso de piora do cenário internacional. O diretor executivo de logística, comercialização e mercados, Claudio Schlosser, afirmou que a empresa está monitorando as condições de fornecimento global. Segundo ele, a companhia pode, em algum momento, buscar ajustar as rotas de exportação e de importação. Ele apontou que as refinarias da companhia também recebem óleo de fora. "Nossa visão de longo prazo está bem coberta, e a de curto prazo é foto a foto, é dia a dia", disse Schlosser.
Presidente da Petrobras diz que empresa vai frustrar quem duvida da companhia. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que quem apostar contra a companhia vai perder. Na abertura da teleconferência de resultados, a principal executiva da petroleira destacou os avanços operacionais da empresa.
Estamos construindo uma empresa que é lucrativa, cada vez mais diversificada e preparada para liderar a transição energética e para enfrentar as volatilidade de um mercado de petróleo tão instável quanto o que estamos vivendo hoje, gerando retorno para acionistas, riqueza, empregos e desenvolvimento para nosso pais. Quem apostar contra a Petrobras, certamente vai perder. Tenho muito orgulho de dizer isso. Magda Chambriard, presidente da Petrobras
Lucro da Petrobras atingiu R$ 110,1 bilhões em 2025. Resultado foi 200% superior ao registrado em 2024. No quarto trimestre, resultado da petroleira brasileira foi de R$ 15,5 bilhões, 52,3% menos do que o apurado no trimestre imediatamente anterior. Os dados repercutem positivamente nos preços das ações PN (preferenciais a dividendos) e ON (com direito a voto), que sobem 3% e 6%, respectivamente.
Mesmo com queda de 14% no preço do Brent no ano, companhia manteve crescimento operacional . A presidente destacou que a produção total de óleo e gás natural ficou em 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 11% ante 2024, novo recorde da companhia.
Petróleo acelera valorização. Em meio ao receio de redução de fornecimento com o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam mais de 20% da oferta global da commodity, as cotações seguem em alta firme hoje, testando máximas desde agosto de 2023. Por volta das 11h, o contrato do tipo Brent negociado em Londres para entrega em abril subia 3,5%, a US$ 88,42, enquanto o WTI para abril avançava 5,6%, para US$ 85,54 o barril, nos maiores patamares em dois anos e meio agora.
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Fonte:
UOL Economia