Parlamentares dos EUA pedem esclarecimentos à Meta sobre tratamento desigual de candidatos nas eleições brasileiras
Um grupo de 13 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pedindo esclarecimentos sobre supostas ações desiguais da empresa durante as eleições brasileiras de outubro de 2022.
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Um grupo de 13 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pedindo esclarecimentos sobre supostas ações desiguais da empresa durante as eleições brasileiras de outubro de 2022.
A carta, assinada por senadores e deputados, aponta relatos de que as plataformas da Meta estariam restringindo ou suprimindo conteúdos associados à campanha de Lula (PT) enquanto ampliando o alcance e recomendação de conteúdos ligados à campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), criando condições desiguais no ambiente digital.
Este documento também menciona que a Meta desativou a conta de anúncios de Lula no Facebook em 23 de setembro, 11 dias antes do primeiro turno das eleições, e restrições que impedaram a campanha de impulsionar publicações no Instagram por quase 24 horas no período entre 9 e 10 de outubro.
Os congressistas expressaram preocupação com a atuação da empresa durante as eleições no Brasil, solicitando uma reunião para a próxima sexta-feira (23) e um prazo de até 4 de novembro para responder a perguntas por escrito. Eles também querem informações sobre quais regras orientam a moderação de conteúdo em eleições estrangeiras e se houve comunicação entre a empresa e integrantes do governo americano sobre as eleições de 2026 no Brasil.
A carta também questiona quando a Meta identificou diferenças de tratamento entre as campanhas e quais medidas adotou para corrigir o problema, solicitando detalhes sobre o sistema de revisão humana, que prevê análise de restrições automatizadas às contas de anúncios dos candidatos, bem como acesso a dados internos de moderação e distribuição de conteúdo político.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A campanha de Lula acusa a Meta de beneficiar Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta não favorecesse nenhuma das candidaturas.
- A Meta foi multada por descumprir as determinações do TSE e está implementando um novo sistema de revisão humana para lidar com propaganda eleitoral.
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