Menu
Navegação
© 2025 Resumo Instantâneo
Regional

Pai que acionou PM em escola por causa de desenhos de matriz africana é indiciado por intolerância religiosa

Pai que acionou PM em escola por causa de desenhos de matriz africana é indiciado por intolerância religiosa Reprodução
A Polícia Civil indiciou por intolerância religiosa o pai de uma aluna que acionou a Polícia Militar para a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, na Zona Oeste de São Paulo, após a filha ter feito um desenho sobre Iansã. O caso ocorreu em 11 de novembro. 🔎 Iansã é uma divindade de religiões de matriz africana, como o Candomblé e Umbanda. É a orixá guerreira dos ventos, raios e tempestades. Na época dos fatos, 12 policiais armados, um deles com metralhadora, circularam pela escola após a denúncia feita pelo pai da aluna — que também é soldado na Polícia Militar. Segundo ele, a escola estaria obrigando a criança a ter “aula de religião africana”. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o inquérito policial sobre o pai instaurado pelo 34° Distrito Policial da Vila Sônia foi concluído em fevereiro e enviado à Justiça. A reportagem não localizou a defesa dele. Já a atuação dos policiais que entraram armados na escola infantil segue sob investigação por meio de um Inquérito Policial Militar. As imagens das câmeras corporais estão sendo analisadas e depoimentos dos envolvidos colhidos, de acordo com a pasta. Veja desenhos ligados à cultura africana que foram alvos de PMs armados em escola infantil Relato de funcionária Segundo uma funcionária da escola, que preferiu não se identificar, a ação dos 12 policiais provocou constrangimento e medo entre funcionários e familiares de alunos. Ela ainda disse que foi coagida e interpelada pelos agentes por aproximadamente 20 minutos. A profissional afirma ter explicado aos policiais que a escola trabalha com o “currículo antirracista, documento oficial da rede”, e que apresenta às crianças elementos da cultura afro-brasileira. "Quem assediou foi o próprio comandante de área da PM, lamentavelmente. O fato causou muita indignação em toda a região. O pai da aluna rasgou todos os desenhos que estavam no mural da escola, feitos pelos próprios alunos", destacou a jornalista Ana Aragão, que representa a Rede Butantã, que congrega instituições e entidades da região. Ana participou da elaboração de um abaixo-assinado em defesa da escola e dos profissionais da Emei Antônio Bento. No documento, moradores manifestam “integral e irrestrito apoio” ao corpo docente e funcionários e expressam “profunda preocupação e indignação” com o ocorrido. A denúncia aponta que os agentes teriam orientado a comunidade escolar “de forma errônea e racista” ao classificar o trabalho pedagógico como inadequado. No texto, os moradores afirmam que a escola cumpre seu papel de promover diversidade cultural e formação cidadã. “Repudiamos veementemente qualquer forma de intolerância religiosa, racismo ou discriminação, e defendemos o direito de todas as crianças a uma educação plural, inclusiva e livre de preconceitos", diz documento. PMs vão à escola em SP com metralhadora após pai reclamar de desenhos de matriz africana EMEI Antônio Bento, na Zona Oeste de SP — Foto: Reprodução/Google Street View Por Letícia Dauer, Norma Odara, g1 SP e GloboNews 05/03/2026 11h12 Atualizado 05/03/2026 De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. Para se inscrever, entre ou crie uma conta Globo gratuita. 'Tempestade perfeita' abre espaço para delação de Vorcaro, sem apoio da PGR Em conversa, Vorcaro celebra emenda de Ciro Nogueira que favorecia Master PF abre investigação sobre tentativa de suicídio de 'Sicário' na prisão Policiais civis são presos em operação que apura propina de até R$ 33 milhões MP volta atrás e pede apreensão de menor investigado por estupro coletivo Casa de repouso desaba e deixa 5 mortos em BH; há mais soterrados O que são bombas gravitacionais de precisão, que os EUA prometem usar Guerra no Oriente Médio
Fonte: G1 - São Paulo

Voltar