Ovos: Exportações Recordes E Elevada Demanda Interna Remodelam Preços E Poder De Compra
A escalada das vendas internacionais e a oferta ajustada no mercado interno criam um cenário de valorização que afeta desde o avicultor até a mesa do consumidor.
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A conjuntura econômica atual revela uma dinâmica complexa e multifacetada no mercado de ovos brasileiro. Em fevereiro de 2026, o Brasil consolidou um feito notável ao registrar o maior volume de exportações de ovos em treze anos, um incremento de 16% em relação ao ano anterior. Paralelamente a esse desempenho externo robusto, o mercado doméstico testemunhou uma valorização acentuada dos preços, impulsionada por uma confluência de demanda aquecida e oferta interna mais enxuta.
Este cenário gerou um efeito dual: enquanto o avicultor experimenta uma significativa melhora em seu poder de compra frente aos insumos cruciais, como milho e farelo de soja – revertendo uma tendência de baixa do final de 2025 –, o consumidor final percebe um aumento nos custos de uma proteína fundamental em sua cesta básica. A análise profunda dessa intersecção entre o sucesso exportador e as pressões internas é essencial para compreender as reverberações na economia familiar e no setor produtivo.
A escalada dos preços, observada no atacado e varejo, não é meramente um ajuste sazonal. Ela reflete uma intrincada relação entre a crescente demanda global pela proteína brasileira, as estratégias de abastecimento interno e os fatores macroeconômicos que moldam a disponibilidade e o custo dos principais componentes da ração animal. Compreender essa teia de interdependências é crucial para antecipar os próximos capítulos desta valorização.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- As exportações brasileiras de ovos atingiram seu maior volume em 13 anos em fevereiro de 2026, com 2,94 mil toneladas embarcadas, superando em 16% o volume do mesmo mês no ano anterior.
- Paralelamente, a demanda interna aquecida, impulsionada por períodos de recebimento de salários, e uma oferta ajustada elevaram as cotações no atacado e varejo, com aumentos de até 15% nas cotações em algumas regiões no início de março de 2026.
- Esta dinâmica contrasta com o final de 2025, quando avicultores enfrentaram quedas no poder de compra frente a insumos essenciais como milho e farelo de soja, marcando uma recuperação significativa para o setor produtivo, com o poder de compra subindo mais de 36% em fevereiro de 2026.