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Oposição convoca Mauro Vieira para explicar na Câmara posição do Brasil sobre a guerra no Irã

Oposição convoca Mauro Vieira para explicar na Câmara posição do Brasil sobre a guerra no Irã Reprodução
benefício do assinante Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Recurso exclusivo para assinantes assine ou faça login A oposição na Câmara dos Deputados convocou nesta terça-feira (03) o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos acerca da posição do Brasil sobre a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. O requerimento foi aprovado facilmente pela bancada bolsonarista, diante da ausência da base governista na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. O pedido é do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), que se baseia numa nota divulgada pelo Itamaraty sobre a guerra no Oriente Médio. Inicialmente, o governo brasileiro condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã. "Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", diz o documento. O parlamentar argumenta que o Itamaraty não condenou inequivocamente os ataques iranianos a países como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Jordânia, Arábia Saudita e Catar. "Essa assimetria de posicionamento suscita legítimos questionamentos quanto aos critérios diplomáticos adotados, à consistência da narrativa oficial e ao alinhamento da posição brasileira com os princípios constitucionais que regem sua atuação internacional", afirmou Valadares. Em nota divulgada horas depois, o Itamaraty afirmou condenar "quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis". A segunda nota ainda pontuou que "a legítima defesa, prevista no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, é medida excepcional e sujeita à proporcionalidade e ao nexo causal com o ataque armado". O Itamaraty afirmou solidarizar-se com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia, alvos de ataques considerados pelo Brasil como "retaliatórios" por parte do Irã. A aprovação da convocação de Vieira ocorreu de maneira simbólica, sem votação. Nenhum integrante da bancada do PT marcou presença na reunião. O PSB também estava ausente. A oposição celebrou nos bastidores, pois tenta convocar o chefe do Itamaraty desde o ano passado. Em maio, a Comissão de Relações Exteriores convocou Vieira para que ele explicasse a concessão de asilo diplomático à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia. Na ocasião, ele faltou à audiência pública. A Constituição dá poder às comissões da Câmara e do Senado para convocar ministros, que precisam comparecer. A ausência sem justificativa adequada pode significar prática de crime de responsabilidade. O então presidente da comissão, Filipe Barros (PL-PR), reclamou. "Recusamos na CREDN as desculpas esfarrapadas de Mauro Vieira, que ignorou sua convocação à comissão sob a 'justificativa' de uma viagem que só aconteceu horas depois. Agora a Mesa da Câmara analisa o caso, já que o ministro de Lula pode ter cometido crime de responsabilidade. Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã começaram no último sábado (28). Nas primeiras ofensivas, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, foi morto. Como resposta, o Irã está concentrando uma ação militar no Oriente Médio contra seus vizinhos árabes. Os números são de difícil aferição, dada a natural nebulosidade que as brumas de um conflito proporcionam. A partir de dados abertos, o Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel apresenta um quadro parcial, mas que ajuda a compreender o rumo da guerra. Segundo o instituto, países do Golfo Pérsico relataram, até a manhã desta terça-feira (3), 1.815 ataques, 527 deles com mísseis e os restantes com drones. Israel, por sua vez, registrou 113 barragens vindas do Irã, sem precisar o número e o tipo de armamento utilizados. Leia tudo sobre o tema e siga: Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado! Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo? Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante Declaração acontece no mesmo dia em que sede do órgão responsável por escolher novo líder supremo foi bombardeada Mais cedo, Israel confirmou ataques à sede da Presidência e do Conselho de Segurança do Irã Só os Emirados foram alvejados por 998 mísseis e drones, mas ações contra Israel são mais mortíferas Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress. Gostaria de receber as principais notícias do Brasil e do mundo? Cadastro realizado com sucesso! Por favor, tente mais tarde! Acesse seus artigos salvos em Minha Folha, sua área personalizada Acesse os artigos do assunto seguido na Minha Folha, sua área personalizada
Fonte: Folha - Mundo

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