Roraima: Operação Desvela Estrutura Estratégica Feminina do PCC e Seus Riscos Regionais
Uma ação integrada expõe a complexidade da atuação criminosa em Roraima, revelando a proeminência feminina em funções hierárquicas e o impacto direto na segurança local.
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A recente Operação Virago, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), não apenas resultou no cumprimento de 36 mandados contra um núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima, mas também trouxe à tona uma realidade alarmante: a forte participação feminina na cúpula da facção. Dos 22 investigados com mandados de prisão preventiva, impressionantes 17 são mulheres, identificadas como integrantes do “Setor da Feminina”, um grupo com funções de destaque dentro da organização criminosa.
As investigações apontam que essas figuras femininas exercem papéis cruciais na organização, financiamento e execução de crimes, com foco especial no tráfico de drogas. Elas também são peças-chave em grupos de comunicação restritos, reuniões virtuais e nas decisões estratégicas da facção na região Norte do Brasil, estendendo sua influência até Criciúma, em Santa Catarina. A desarticulação visa não só interromper crimes como homicídio, roubo e estelionato – com mais de 30 tipos identificados –, mas também enfraquecer a capacidade de articulação do grupo, que se valia de “tribunais do crime” para impor sua ordem paralela, como evidenciado em execuções de mototaxistas e adolescentes.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- O PCC tem expandido sua influência no Norte do Brasil, explorando rotas de fronteira para o tráfico de drogas, o que intensifica a violência e a instabilidade regional nos últimos anos.
- Dados recentes indicam um crescimento no protagonismo feminino dentro de organizações criminosas, com mulheres assumindo funções que vão além das atividades de apoio, adentrando o planejamento e a execução estratégica.
- A presença e as ações do crime organizado em Roraima afetam diretamente a segurança pública, o desenvolvimento econômico local e a percepção de segurança dos cidadãos, dada a ligação com crimes como homicídios e extorsões que permeiam o cotidiano.