O Enigma Econômico de Cuba: Bilhões Secretos e a Pobreza Generalizada
Enquanto a população cubana enfrenta escassez e dificuldades, um império empresarial ligado às Forças Armadas opera na sombra, redefinindo as bases da economia da ilha.
Reprodução
A complexa realidade econômica de Cuba revela uma dicotomia alarmante: de um lado, a população padece sob a escassez crônica, apagões e uma pobreza crescente. De outro, emerge o Grupo de Administración Empresarial S. A. (Gaesa), um conglomerado bilionário e opaco, vinculado às Forças Armadas Revolucionárias (FAR), que domina os setores mais lucrativos da ilha.
Este império não apenas opera à margem da fiscalização estatal e não publica balanços, mas detém uma fortuna que supera as reservas internacionais de nações soberanas, evidenciando uma economia paralela que desvia recursos vitais do erário público e da população. A existência da Gaesa levanta questões fundamentais sobre a governança e a distribuição de riqueza em um país que, oficialmente, defende um modelo socialista, mas na prática, abriga uma estrutura de poder econômico concentrado e impermeável a qualquer escrutínio.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Após a queda da União Soviética e o subsequente 'Período Especial' nos anos 90, Cuba buscou mecanismos para gerar divisas, dando origem a estruturas empresariais ligadas às FAR, como a Gaesa.
- Com bens avaliados em mais de US$ 17,9 bilhões e US$ 14,4 bilhões em contas bancárias em 2024, a Gaesa contrasta drasticamente com a queda de 15% do PIB cubano nos últimos cinco anos e 90% da população vivendo em extrema pobreza, segundo estimativas.
- Este fenômeno ilustra um caso de captura estatal e a formação de uma economia dual, onde os setores mais rentáveis são monopolizados por uma entidade sem transparência, impactando diretamente o desenvolvimento econômico e a credibilidade de investimentos.