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Técnica de IA promete melhorar previsões do tempo com semanas de antecedência

A nova técnica de inteligência artificial chamada PBC (Probabilistic Bias Correction) promete melhorar as previsões do tempo, especialmente nas áreas tropicais, com até seis semanas de antecedência.

Técnica de IA promete melhorar previsões do tempo com semanas de antecedência Reprodução

A nova técnica de inteligência artificial chamada PBC (Probabilistic Bias Correction) promete melhorar as previsões do tempo, especialmente nas áreas tropicais, com até seis semanas de antecedência. O método, apresentado em um estudo publicado na revista Nature nesta quarta-feira (14), funciona como uma camada de correção sobre modelos existentes.

Em testes com o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a técnica dobrou a capacidade preditiva de projeções sub-sazonais. Nos modelos de previsão de chuva, temperatura e pressão atmosférica, as correções aumentaram a precisão em até 92%. O PBC também venceu uma competição internacional em 2025, indicando tempestades com antecedência de 26 dias.

Os benefícios da técnica se concentraram principalmente nos trópicos, com resultados mais limitados na Europa. Em áreas como a agricultura no Quênia, o método já está sendo testado para melhorar projeções de chuva. No entanto, especialistas apontam que o PBC não substitui os modelos meteorológicos originais, limitando seus efeitos principalmente nas previsões extremas.

A solução usada pelo PBC não se baseia em criar novos modelos, mas em aprender com erros de sistemas existentes e ajustá-los nas previsões seguintes. Em testes, o PBC indicou tempestades em 26 dias de antecedência nos Estados Unidos e aumentou a precisão das previsões de enchentes em 76% a 92%.

Especialistas estão alertando que os resultados ainda precisam ser vistos com cautela. A pesquisadora do Instituto de Geociências da Espanha, Froila M. Palmeiro, afirmou que os maiores ganhos apareceram principalmente nas regiões tropicais e que a melhora ainda foi mais limitada em áreas como a Europa. Robert Monjo, pesquisador da Fundação para a Investigação do Clima, reforçou que o PBC não substitui os modelos meteorológicos e pode falhar em previsões muito raras ou complexas.

Por que isso importa?

Robert Monjo, pesquisador da Fundação para a Investigação do Clima, reforçou que o PBC não substitui os modelos meteorológicos e pode falhar em previsões muito raras ou complexas.

Contexto Rápido

  • A técnica de IA PBC dobrou a capacidade preditiva de modelos de previsão de 2 a 6 semanas de antecedência.
  • A técnica aumentou em até 92% a precisão para prever enchentes ocorridas entre 2016 e 2026.
  • A técnica venceu uma competição internacional em 2025.
Dados de contexto baseados em estatísticas públicas e levantamentos históricos.
Fonte: G1 - Últimas Notícias

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