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Madrasta é condenada a 49 anos por matar enteada e tentar matar irmão dela com chumbinho

Madrasta é condenada a 49 anos por matar enteada e tentar matar irmão dela com chumbinho Oglobo
Cintia Mariano Dias Cabral foi condenada, nesta quinta-feira, a 49 anos de prisão, em regime fechado, por matar envenenada com chumbinho a enteada, Fernanda Cabral, de 22 anos, e tentar matar o irmão da jovem, Bruno Cabral, da mesma maneira. O julgamento foi no III Tribunal do Júri do Rio e durou cerca de 16 horas. A sentença foi lida por volta das 7h. Os jurados definiram o veredito em menos de meia hora de deliberações. A juíza Tula Mello leu a sentença, que destacou a frieza de Cintia, a premeditação do crime e suas “consequências nefastas”. — A culpabilidade exacerbou. A acusada ceifou a vida da enteada Fernanda. Foi premeditado. A ré planejou friamente a morte da vítima — afirmou a a magistrada, mencionando ainda que a ré tentou despistar os médicos ao sugerir que Fernanda passava mal devido ao uso de anabolizantes, o que prejudicou o atendimento e diminuiu as chances de sobrevida da jovem. Na transmissão do julgamento pelo YouTube é possível ouvir um grito no momento que que Tula Mello anuncia a condenação de Cintia. A juíza, ao encerrar a sessão, se solidarizou com a família de Fernanda e de Bruno: — A Fernanda não vai voltar, mas de certa forma acredito que esse é um momento importante, no momento que a justiça está sendo feita. Cintia Mariano, que está presa desde julho de 2022, teve sua prisão mantida e não poderá recorrer em liberdade. — Nada vai trazer a Fê de volta mas é um pouquinho confortante. Que ela fique lá por muito tempo — disse Jane Cabral, mãe de Fernanda e de Bruno, ao Bom Dia Rio, da TV Globo. Os seis advogados que fazem a defesa de Cíntia afirmaram que vão recorrer da decisão, segundo o Bom Dia Rio. No Tribunal, os dois filhos biológicos de Cintia narraram que outro enteado da mulher pode ter sido vítima de uma tentativa de homicídio há anos. Eles contaram que quando eram crianças, e Cíntia estava em outro relacionamento, o então enteado dela, também criança, foi hospitalizado após tomar um medicamento. Na época, o caso passou despercebido, mas após o envenenamento de Fernanda e Bruno, o pai dos filhos de Cintia lembrou do episódio e contou lembrar que a criança ingeriu um líquido que o cheiro se assemelhava a querosene. — Meu pai falou que, supostamente, ela tinha dado querosene a meu irmão, de outro relacionamento dele. Na época ele tinha 5 ou 6 anos, e foi para o hospital — contou Lucas Mariano Rodrigues. Lucas também narrou que a mãe admitiu ter matado Fernanda Cabral e ter tentado matar Bruno Cabral. Após uma noite de conversa, ela teria aceitado admitir à polícia seus crimes. Chegando na delegacia, Lucas, no entanto, relatou que ela tentou incriminá-lo dos crimes para não ser presa. Carla Mariano Rodrigues, outra filha biológica da acusada, narrou o episódio do querosene, a confissão da mãe sobre os casos de Fernanda e Bruno e contou outro suposto crime da mãe. Quando tinha 12 anos, Cíntia Mariano a fez mentir sobre um suposto sequestro. — Os bandidos primeiro entraram na casa do meu pai e roubaram alguns itens. Ela então foi me buscar, e no caminho disse precisar passar na casa dela. Na época, ela morava numa favela próxima. Eu disse que estava com medo, mas ela insistiu. Assim que ela subiu (o morro), os bandidos estavam nos esperando. Ela me deixou lá e foi embora. Depois de um tempo, ela me buscou de carro. Ela me fez contar pro meu pai que os bandidos nos pegaram em um sinal no caminho para a casa dela — contou Carla, que relatou ter contado a verdade para o pai somente na audiência em 2024. O primeiro crime ocorreu em 15 de março de 2022, quando Fernanda passou mal logo após o jantar. A jovem apresentou sintomas típicos de intoxicação exógena, como tontura e visão turva. Ela morreu após 13 dias de internação. Inicialmente, a morte foi tratada como causas naturais, mas a suspeita de crime surgiu dois meses depois. O envenenamento foi confirmado após o corpo ser exumado. Em 15 de maio de 2022, Bruno, então com 16 anos, também passou mal após um almoço servido pela madrasta. Ele relatou ter sentido um gosto amargo no feijão e notado "bolinhas azuis" na comida. Diferentemente da irmã, o rapaz recebeu atendimento médico imediato e sobreviveu após passar por uma lavagem estomacal, que confirmou a presença do veneno.
Fonte: Oglobo

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