TSE libera recomendação algorítmica de perfis de candidatos já eleitos no primeiro turno
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, em um ofício enviado às plataformas de internet na sexta-feira (9), alterou as regras de recomendação algorítmica de perfis e posts de candidatos que já foram eleitos no primeiro turno.
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O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, em um ofício enviado às plataformas de internet na sexta-feira (9), alterou as regras de recomendação algorítmica de perfis e posts de candidatos que já foram eleitos no primeiro turno. Essa interpretação positiva da resolução do TSE beneficia o candidato do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, que é filho do presidente Jair Bolsonaro.
A resolução original do TSE, divulgada em março, proibia as redes sociais de recomendar perfis e posts de candidatos à Justiça Eleitoral. Isso se aplicava a todos os canais e perfis declarados ao TSE, a menos que os usuários já os seguissem. Como resultado, candidatos precisavam recorrer ao impulsionamento pago para ampliar seu alcance de postagens.
Os políticos bolsonaristas, incluindo o senador Gustavo Gayer e os filhos de Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro (que vêm de direita e centro-direita respectivamente), procuraram Kassio pelo benefício. Ele emitiu um ofício estabelecendo que a regra de não recomendação algorítmica deve continuar exclusivamente para os candidatos na disputa do segundo turno. Isso significa que os políticos eleitos já estão excludidos da restrição.
A Folha deu como exemplo dois políticos bolsonaristas (eleitos no primeiro turno) que estão entre os dez mais seguidos no Instagram: Nikolas Ferreira (PL-MG) e Michelle Bolsonaro (PL-DF). Flávio Bolsonaro, filho do presidente, é o terceiro mais seguido no site social, com 11,9 milhões de seguidores. Esses perfis, apesar de não serem candidatos no segundo turno, continuam a beneficiar-se das recomendações algorítmicas para a campanha de Flávio Bolsonaro.
Apesar dos benefícios óbvios, o ofício de Kassio também leva à interpretação de que beneficiarão os mais influentes nas redes sociais, que, conforme constatado por uma pesquisa da Zeeng, são predominantemente da direita. A Zeeng avaliou os políticos brasileiros mais influentes no Instagram em 2026, encontrando que 55% deles eram de direita, enquanto a esquerda representava apenas 11%.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
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- A resolução de propaganda do TSE, publicada em março deste ano, proíbe que as redes sociais recomendem perfis e canais informados por candidatos à Justiça Eleitoral bem como os conteúdos neles postados.
- O ofício enviado por Kassio no dia 9 estabelece que "a obrigação de não recomendação mediante algoritmos deve continuar exclusivamente sobre os perfis vinculados aos candidatos que permanecem na disputa do segundo turno".
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