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Conflito no Oriente Médio se intensifica: Israel e Irã trocam ataques, países do Golfo registram explosões

Conflito no Oriente Médio se intensifica: Israel e Irã trocam ataques, países do Golfo registram explosões Reprodução
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter identificado mais mísseis lançados do Irã em direção ao país. Em uma publicação nas redes sociais, as IDF informam que os sistemas de defesa estão trabalhando para interceptá-los e que um alerta foi enviado para celulares nas áreas afetadas. As pessoas que receberam o alerta foram orientadas a permanecer em um local seguro até novo aviso. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou que interceptou e destruiu seis mísseis balísticos e 131 drones hoje, mas acrescentou que um míssil e seis drones caíram em território nacional. O ministério afirmou que 196 mísseis balísticos foram detectados desde o início dos combates no sábado, e que oito mísseis de cruzeiro também foram detectados e destruídos. Três pessoas morreram, todas estrangeiras (nacionais do Paquistão, Nepal e Bangladesh), informou o ministério, acrescentando que 94 pessoas ficaram feridas desde o início dos ataques. Por Alice Cuddy, da BBC News em Beirute Acabei de visitar um prédio residencial nos arredores de Beirute que foi atingido na noite passada. Moradores que examinam os destroços dizem acreditar que não havia ninguém no local no momento do ataque israelense, que, segundo eles, ocorreu por volta das 22h45, horário local (17h45 no horário de Brasília). Várias pessoas disseram que haviam deixado o prédio no início da semana e estavam hospedadas em outro lugar por questões de segurança, observando que a área já havia sido alvo de ataques no passado. Elas disseram não saber ou não quiseram comentar qual poderia ter sido o alvo na noite passada. “Nos mudamos na segunda-feira por medo de que algo acontecesse. Hoje, íamos tomar banho e pegar nossas coisas e encontramos isso”, disse uma moradora nos destroços com o marido esta manhã. “Graças a Deus foram apenas nossos pertences e não nós”, acrescentou. O exército israelense ainda não se pronunciou sobre o ataque, mas afirmou que está mirando o Hezbollah. Crédito, Getty Images O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusa os EUA e Israel de atacarem deliberadamente áreas civis com seus bombardeios. Em uma publicação no X, o porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que os ataques "repercutem nos mercados globais, elevando os preços da energia, desestabilizando moedas e corroendo o poder de compra das pessoas comuns em todo o mundo". Ele acrescentou: "Para nós, iranianos, o custo é incomensuravelmente maior: nosso povo está sendo brutalmente massacrado, pois os agressores atacam deliberadamente áreas civis e qualquer local que considerem capaz de infligir o máximo de sofrimento e perda de vidas possível". Os EUA afirmam que seu objetivo é destruir a capacidade do Irã de produzir mísseis balísticos e desenvolver armas nucleares. A BBC analisou imagens que mostram ataques de drones iranianos a um aeroporto na região de Nakhchivan, no Azerbaijão, um enclave autônomo na fronteira com o Irã e a Armênia. Em um vídeo verificado, é possível ver fumaça saindo do prédio do Aeroporto Internacional de Nakhchivan e bombeiros combatendo um incêndio. Em outro vídeo, filmado do estacionamento do aeroporto após o ataque, um drone cai e causa uma explosão nas proximidades, perto da vila de Shakarabad. Em um terceiro vídeo verificado, é possível ver a mesma explosão de um ângulo diferente. O Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão informou que um drone atingiu o terminal do aeroporto, enquanto outro caiu perto de uma escola em Shakarabad. Dois civis ficaram feridos. Por Barbara Plett Usher, da BBC News em Doha (Catar) Por volta do meio-dia em Doha, começamos a ouvir o estrondo e o ruído de disparos antiaéreos. Alertas soaram em nossos telefones, avisando que a ameaça à segurança havia aumentado, e o Ministério da Defesa emitiu um comunicado dizendo que o Catar estava interceptando um ataque de míssil. Não está claro se isso está relacionado à ordem de evacuação emitida durante a noite para moradores que vivem perto da embaixada dos EUA. O Ministério do Interior classificou a medida como uma “medida de precaução temporária”. De qualquer forma, as pessoas no Catar não querem correr riscos. Os iranianos têm atacado missões diplomáticas americanas em Riad, Cidade do Kuwait e Dubai. E, no início desta semana, um míssil atingiu a base militar americana de al-Udeid, no Catar. Em um telefonema tenso ontem, o ministro das Relações Exteriores do Catar disse ao seu homólogo iraniano que o Irã estava tentando arrastar seus vizinhos do Golfo para uma guerra que não lhes pertence. Leia mais: Países do Golfo Pérsico avaliam como reagir aos ataques 'traidores' do Irã O Bahrein afirma ter destruído 75 mísseis iranianos e 123 drones desde que Teerã começou a atacar o país no fim de semana. Em uma publicação no Instagram, as Forças de Defesa do Bahrein disseram que continuam enfrentando "sucessivas ondas de hediondos ataques terroristas iranianos". Elas pedem à população que permaneça em casa, a menos que seja estritamente necessário. E acrescentam que o uso de mísseis e drones contra alvos civis "é uma violação flagrante do direito internacional humanitário" e uma ameaça à "paz e segurança regional". Alguns voos estão sendo retomados no Oriente Médio após dias de interrupções. Um voo fretado pelo governo britânico para repatriar cidadãos do Omã não decolou conforme o planejado na noite de quarta-feira devido a um problema técnico. "A previsão é de que o voo parta ainda hoje", informou o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido na quinta-feira. Alemanha, Espanha, Holanda e outros países europeus receberam com sucesso voos de repatriação do Oriente Médio. Nos Emirados Árabes Unidos, a Emirates e a Etihad Airways estão operando um número limitado de voos. As operações de voo foram retomadas de forma limitada no Aeroporto Internacional Zayed, informou a assessoria de imprensa de Abu Dhabi. A Qatar Airways anunciou nesta manhã que operará voos de repatriação de Mascate, em Omã, para diversas cidades europeias nesta quinta-feira, incluindo Londres, Berlim, Copenhague, Madri, Roma e Amsterdã. As principais operações da companhia aérea partindo da capital do país, Doha, permanecem temporariamente suspensas "devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar", afirmou em comunicado divulgado na quinta-feira. E, em Israel, os primeiros voos de repatriação pousaram em Tel Aviv. Agora pela manhã, novas imagens capturadas na capital iraniana, Teerã, mostram a destruição na cidade. Uma densa fumaça pode ser vista subindo ao céu. Crédito, AFP via Getty Images Dois civis ficaram feridos em um ataque de drone iraniano no Azerbaijão, informou o Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão. "Um drone atingiu o terminal do aeroporto na República Autônoma de Nakhchivan, enquanto outro caiu perto de uma escola na vila de Shakarabad", disse o ministério. O ataque com drones danificou um prédio do aeroporto e feriu dois civis. O embaixador iraniano no Azerbaijão foi convocado, informou o ministério, e "um forte protesto será transmitido ao lado iraniano". O Irã lançou mísseis contra Israel durante a noite, no sexto dia consecutivo de ataques. Os EUA e Israel intensificaram seus bombardeios contra o Irã ontem. As forças armadas israelenses também atacaram os subúrbios do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah, após emitir um alerta aos moradores. Sirenes de alerta aéreo soaram em Tel Aviv e Jerusalém para avisar sobre o lançamento de foguetes. Explosões puderam ser ouvidas quando os mísseis foram interceptados pelas defesas aéreas. Não houve relatos imediatos de vítimas. Israel está flexibilizando algumas restrições à população devido à diminuição do número de foguetes disparados do Irã. Um porta-voz militar israelense sugeriu que os esforços para atingir os estoques de mísseis e locais de lançamento iranianos deram resultado. No Irã, explosões foram relatadas novamente na capital, Teerã. No Líbano, houve novos ataques aéreos israelenses com mortes. Autoridades libanesas afirmam que mais de 80 mil pessoas foram deslocadas devido à nova onda de confrontos entre Israel e o Hezbollah. Por Yolande Knell, da BBC News em Jerusalém O Aeroporto Ben Gurion de Israel foi reaberto após ter sido fechado há cinco dias, no início dos ataques militares conjuntos de Israel e dos EUA contra o Irã. O primeiro voo de repatriação vindo de Atenas pousou no aeroporto esta manhã, trazendo de volta israelenses que estavam no exterior sem conseguir retornar. Espera-se que as companhias aéreas israelenses ajudem a repatriar cerca de 100 mil israelenses que não conseguiram retornar desde que Israel fechou seu espaço aéreo no sábado. As autoridades israelenses aprovaram uma reabertura parcial do espaço aéreo em etapas, sujeita à evolução da situação de segurança. Novas imagens mostram destruição e prédios danificados em Beirute, após dias de ataques aéreos israelenses. A mídia libanesa noticiou ontem à noite que três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas após dois ataques perto da capital. Novos ataques foram relatados no sul de Beirute – um reduto do Hezbollah – nesta manhã. Israel afirmou ter atingido "diversos centros de comando pertencentes à organização terrorista Hezbollah". A mídia estatal libanesa noticiou que um ataque de drone israelense atingiu um apartamento em Beddawi, um campo de refugiados palestinos perto de Trípoli, no Líbano, matando o funcionário de primeiro escalão do Hamas, Wassim Atallah al-Ali, e sua esposa. As Forças de Defesa de Israel ainda não se pronunciaram. Mais explosões foram registradas em Manama, no Bahrein, segundo um repórter da agência de notícias AFP na cidade. Fortes explosões também foram ouvidas em Doha, no Catar, nesta manhã, enquanto o Irã continua seus ataques contra países do Golfo em retaliação à campanha aérea EUA-Israel. Estes são alguns dos principais acontecimentos das últimas horas nesta quinta-feira (5/3): Acompanhe as notícias da guerra aqui, na nossa cobertura ao vivo. Guerra envolvendo EUA, Israel e Irã entra no sexto dia. Conflito atinge outros países do Oriente Médio. Alguns voos estão sendo retomados na região. Editada por Daniel Gallas da BBC News Brasil em Londres
Fonte: BBC News

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