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Irã descarta acordo com Trump: 'Não haverá negociação'
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Ali Larijani rebate declarações de Donald Trump sobre diálogo e acusa presidente dos EUA de sacrificar soldados americanos para favorecer interesses de Israel
Carolina Sott
Florianópolis
O governo do Irã fechou as portas para qualquer diálogo com a Casa Branca. Nesta segunda-feira (2), o chefe de Segurança iraniano, Ali Larijani, afirmou categoricamente que o país não fará acordos com o presidente Donald Trump.
“Não haverá negociação com os Estados Unidos”, escreveu a autoridade em sua conta na rede social X.
A declaração de Larijani é uma resposta a Trump, que no domingo (1°) havia sugerido que a nova liderança iraniana estaria interessada em sentar à mesa de negociações.
O embate diplomático ocorre em meio a um cenário de devastação, após ataques conjuntos dos EUA e de Israel terem causado as mortes do líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei, e do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Além de negar o diálogo, Larijani criticou o presidente dos Estados Unidos. Segundo o chefe de Segurança, Trump abandonou sua promessa de campanha de priorizar os interesses internos. Ele escreveu que “Trump traiu o ‘América Primeiro’ e adotou o ‘Israel Primeiro”.
Em outra postagem, o chefe de Segurança iraniano escreveu que o Trump “puxou toda a região para uma guerra desnecessária e agora está devidamente preocupado com as mortes de norte-americanos. É muito triste ele sacrificar o tesouro e o sangue americano para avançar nas ambições expansionistas ilegítimas de Netanyahu”.
O ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, que teve início no sábado (28), não deve parar tão cedo. Segundo o próprio Trump, as agressões continuarão até que os objetivos militares dos EUA sejam atingidos.
Trump também pediu que a Guarda Revolucionária iraniana entregue as armas sob o risco de “encarar a morte.”
Os bombardeios ao Irã causaram a morte do Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Hamenei. O ex-presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, também morreu.
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