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Irã ataca embaixada dos EUA na Arábia Saudita; Israel avança no Líbano

Irã ataca embaixada dos EUA na Arábia Saudita; Israel avança no Líbano Cartacapital
O conflito iniciado por Trump e Netanyahu não dá sinais de trégua Israel bombardeou Teerã nesta terça-feira 3 e avançou com tropas terrestres no Líbano, enquanto o Irã atingiu a embaixada dos Estados Unidos em Riade e vários países do Golfo com drones, no quarto dia de uma guerra no Oriente Médio que não apresenta sinais de trégua a curto prazo. O número de mortos na guerra, iniciada no sábado pelos bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, supera a marca de 780 no território iraniano, segundo o Crescente Vermelho local. A AFP não teve condições de verificar o balanço com fontes independentes. Os ataques das duas partes são cada vez mais intensos e atingem as monarquias petrolíferas do Golfo, o que provoca a disparada dos preços dos combustíveis. Contudo, até o momento, o impacto sobre o petróleo é menor do que o registrado em outras crises, como a pandemia de covid-19 ou a guerra na Ucrânia. A embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita foi alvo de dois drones iranianos que provocaram um incêndio, o que forçou o fechamento da representação diplomática, mesma medida anunciada pela missão do país no Kuwait. Mais tarde, um jornalista da AFP e testemunhas ouviram explosões no centro de Riade. Imagens mostram coluna de fumaça saindo da embaixada dos EUA em Riade, na Arábia Saudita. Foto: Reprodução/Redes Sociais Um morador da capital saudita afirmou que sentiu “a casa tremer”. Diante do atual cenário, Washington, que anunciou as mortes de seis soldados desde o início da ofensiva, tomou a decisão drástica de pedir aos americanos que deixem o Oriente Médio, do Egito para o leste, por motivos de segurança. A medida engloba 14 países. O Irã advertiu as potências europeias contra um envolvimento no conflito depois que Alemanha, Reino Unido e França afirmaram que poderiam adotar “ações defensivas” para neutralizar as capacidades de lançamento de mísseis da República Islâmica. “Seria um ato de guerra”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, ao ser questionado sobre a declaração dos três países europeus. Teerã multiplicou os ataques contra alvos americanos na região. A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do país, afirmou que abriria “as portas do inferno” para seus “inimigos”, Estados Unidos e Israel. Nas últimas horas, as forças iranianas reivindicaram o ataque contra uma base aérea americana no Bahrein. Drones iranianos também atingiram centros de dados da Amazon no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. O Catar anunciou que impediu ataques contra o aeroporto internacional Hamad. Em Teerã, uma cidade fantasma, o estrondo das explosões prossegue, segundo jornalistas da AFP, assim como em Karaj, ao oeste da capital, e em Isfahan, no centro do país. Israel anunciou ataques aéreos nesta terça-feira contra a presidência iraniana e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional em Teerã. Algumas horas antes, o país afirmou que atingiu e “desmantelou” a sede da rádio e televisão pública, mas a emissora informou que sua programação ainda estava no ar. A agência da União Europeia para o asilo teme um “fluxo de refugiados de uma magnitude sem precedentes” a partir do Irã, país que tem quase 90 milhões de habitantes. No Líbano, as ordens de evacuação permanecem em vigor devido aos ataques executados por Israel em resposta aos disparos do movimento pró-iraniano Hezbollah, que, segundo as autoridades libanesas, deixaram 52 mortos. A AFP não tem condições de verificar o balanço. A ONU informou que pelo menos 30 mil pessoas estão deslocadas. Nesta terça-feira, o Exército israelense iniciou uma incursão terrestre em uma área de fronteira no sul, indicou uma fonte militar libanesa à AFP. “Tropas terrestres israelenses avançaram das planícies de Kfarkila e Khiam”, perto da fronteira entre Israel e Líbano, disse a fonte, que pediu anonimato. Motoristas bloqueiam a rodovia enquanto fogem de suas aldeias no sul do Líbano, ao longo da estrada costeira que atravessa a cidade de Sidon, em 2 de março de 2026. Neste dia, Israel bombardeou o Líbano, expandindo o conflito por toda a região após o ataque maciço de Israel e dos EUA ao Irã. Foto: Mahmoud ZAYYAT / AFP O Hezbollah, um partido-milícia com grande protagonismo político no Líbano e apoiado pelo Irã há décadas, afirmou que mirou três bases militares em território israelense. No sábado, primeiro dia da operação, que matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conclamou os iranianos a derrubar o regime que está no poder desde 1979. Contudo, o secretário de Estado, Marco Rubio, destacou que, embora isso fosse bem-vindo, não é “o objetivo” da guerra, que poderia durar semanas ou “muito mais”, segundo Washington. O governo de Israel afirma que a ofensiva pretende impedir que o Irã desenvolva a bomba atômica e destruir suas capacidades balísticas. Após a guerra de 12 dias de junho de 2025, os iranianos “começaram a construir novas instalações, novos locais, bunkers subterrâneos, que tornariam seus programas de mísseis balísticos e seus programas de bombas atômicas imunes em questão de meses”, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. “E então poderiam ter apontado para os Estados Unidos”, acrescentou. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu a Rubio no X que “nunca houve uma suposta ‘ameaça iraniana'”. A guerra no Oriente Médio ameaça uma região crucial para a produção e exportação de hidrocarbonetos, o que abala os mercados, com uma alta considerável nos preços do petróleo e do gás. Às 11h30 GMT (8h30 de Brasília), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subia 7,94%, a 83,91 dólares (436,29 reais), minutos após atingir 85,12 dólares (442,58 reais), o nível mais elevado desde julho de 2024. Os preços do gás europeu também estavam em alta expressiva devido à paralisação do Estreito de Ormuz e depois que a estatal catari QatarEnergy anunciou a suspensão da produção de gás natural liquefeito (GNL) e de outros produtos. AFP Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas. Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial. CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental. Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder. Para proteger e incentivar discussões produtivas, os comentários são exclusivos para usuários cadastrados junto a CartaCapital.
Fonte: Cartacapital

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