Ibama multa empresa de SC em R$ 50 milhões por tentativa de exportação ilegal de barbatanas de tubarão
A apreensão ocorreu no Porto de Itapoá, no Norte do estado de Santa Catarina, em 27 de outubro.
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A apreensão ocorreu no Porto de Itapoá, no Norte do estado de Santa Catarina, em 27 de outubro. A mercadoria era oficialmente declarada como “sardinhas congeladas”, escondida em sacos de ráfia para tentar passar batidas na fiscalização.
Agentes ambientais estimam que cerca de 5,7 mil tubarões foram abatidos para a obtenção da mercadoria, que pertencia à espécie tubarão-azul (Prionace glauca) e tubarão-anequim (Isurus oxyrinchus). A espécie tubarão-anequim está na lista das espécies criticamente em perigo de extinção, conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A mercadoria seria enviada à Malásia na Ásia, mas foi interceptada pela Receita Federal. De acordo com o Ibama, a pesca para tubarões é permitida no país, porém, a retirada das barbatanas, conhecida como shark finning, é proibida.
A fraude no conteúdo foi confirmada durante a vistoria, que revelou que o embarque deu-se clandestinamente. As barbatanas seriam utilizadas principalmente no preparo de sopas e associadas a status social em países asiáticos.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Tubarão-azul (Prionace glauca) e tubarão-anequim (Isurus oxyrinchus) foram as espécies de tubarões atingidas por essa atividade ilegal.
- A pesca para tubarões é permitida no país, mas o shark finning (remoção das barbatanas) é proibida.
- A mercadoria tinha como destino a Malásia, na Ásia.
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