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Conflito no Oriente Médio: Impactos no Agronegócio Brasileiro

Conflito no Oriente Médio: Impactos no Agronegócio Brasileiro Reprodução
Exclusivo: Conflito no Irã ameaça turismo global avaliado em US$ 11,7 trilhões e afeta milhões de viajantes Anthropic e Pentágono voltam à mesa de negociação Irã atinge Catar: gás na Europa dispara e favorece exportadoras dos EUA Gigante petrolífera Saudi Aramco é atingida por drones e fecha refinaria de Ras Tanura CEO da OpenAI diz aos funcionários que “decisões operacionais” das forças armadas cabem ao governo O avanço do conflito no Oriente Médio acende um alerta para o agro brasileiro. Com relações comerciais consolidadas com vários países da região, o Brasil pode ser afetado tanto pelo fechamento de mercados relevantes quanto pelo encarecimento das rotas logísticas que sustentam boa parte do comércio global de commodities, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Só em 2025, o Brasil exportou US$ 12,4 bilhões em produtos agrícolas para países do Oriente Médio em conflito, com crescimento médio anual de 49% desde 2000. A pauta concentrou-se em carne de frango, milho, açúcar, carne bovina e soja. O Irã, principal foco do conflito, liderou os destinos brasileiros na região em 2025, com US$ 2,9 bilhões em compras, o equivalente a 23,6% do total exportado para o Oriente Médio. Arábia Saudita (23,3%) e Emirados Árabes Unidos (20,4%) completaram o pódio. No agregado, a região representou 7,4% de todas as exportações agrícolas brasileiras no ano. No milho, a dependência é ainda mais pronunciada. O Irã foi o maior comprador do grão brasileiro em 2025, absorvendo 9 milhões de toneladas, volume bem acima da média histórica de cerca de 5 milhões de toneladas registrada na última década. Uma eventual interrupção prolongada desse fluxo terá impacto sobre preços e escoamento da produção nacional. O conflito também coloca em xeque um nicho de alto valor para o Brasil. O país é o maior produtor e exportador mundial de carne halal, que segue os rígidos padrões islâmicos de produção. Em 2025, o Oriente Médio absorveu 29% das exportações brasileiras de carne de frango, o equivalente a 1,5 milhão de toneladas. A região é o principal destino dessa proteína, e uma retração na demanda ou no acesso aos mercados locais afetaria diretamente a cadeia produtiva brasileira. Para soja e açúcar, a exposição é menor. Os dois produtos representaram apenas 1,3% e 1,5% das exportações totais, respectivamente, o que limita o risco nessas cadeias. Além dos mercados consumidores, o conflito ameaça dois pontos de estrangulamento logístico com peso global. O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural. O Bab el-Mandeb é a porta de entrada para o Canal de Suez, rota indispensável para o transporte de contêineres entre Ásia e Europa. A instabilidade nessas passagens eleva os prêmios de seguro no transporte marítimo, força desvios de rota e aumenta o custo operacional ao longo de toda a cadeia. Para produtores e empresas brasileiras que já operam com juros e custos elevados, a pressão adicional reduz a competitividade num momento em que o acesso ao financiamento segue restrito. A FPA reconhece que o agro brasileiro tem histórico de adaptação e diversificação de mercados, ainda assim, a combinação de mercados relevantes em risco, rotas marítimas sob pressão e choque potencial no preço do petróleo representa um teste de resistência para o setor. A capacidade de redirecionar fluxos comerciais e absorver custos logísticos maiores será o fator que vai determinar o tamanho do impacto sobre a competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos meses. 🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais 🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562 🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube 🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no Publicado 06/03/2026 • 15:10 | Atualizado há 11 minutos São Paulo lidera exportações do agro e inicia 2026 com US$ 1,31 bilhão de superávit; veja números BRICS lança sistema próprio de pagamentos e mira alternativa ao dólar Exclusivo: após suspender lançamento no Rio, Keeta promove demissão em massa ESPECIAL: Ligações de Vorcaro e André Esteves denunciam lado sujo nunca antes revelado no Banco Central Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega Quem é Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central preso no caso Master
Fonte: Times Brasil / CNBC Negócios

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