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Trump anuncia voos para cidadãos no Oriente Médio; presidente afirma que Irã foi 'destruído' e se reúne com chanceler alemão
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O governo Trump anunciou nesta terça-feira (3) que está organizando voos fretados dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia para cidadãos americanos que desejem deixar o Oriente Médio em meio aos conflitos com o Irã.
Em comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que está auxiliando ativamente na reserva de passagens de voos comerciais em países onde há disponibilidade; que está facilitando viagens para outros países nos que não têm; e que irá garantir o fretamento de outros voos "conforme as condições de segurança permitirem", isentando os cidadãos de reembolsarem o governo por despesas de viagem.
De acordo com o departamento, mais de 9 mil pessoas retornaram em segurança do Oriente Médio para os EUA nos últimos dias.
A medida é uma clara reação às críticas feitas ao governo por parlamentares e outras autoridades depois que muitos americanos afirmaram estar com dificuldade para retornar para casa, já que o espaço aéreo de muitos países da região foram fechados.
Nas redes sociais, senadores e deputados de ambos os partidos criticaram o fato do governo de Donald Trump não disponibilizar transporte para os cidadãos que desejam deixar os países da região após dar uma orientação nesta segunda-feira (2) para que americanos deixassem 16 países.
"Avisos para que os cidadãos evacuem 3 dias após o início desta guerra, quando o espaço aéreo está fechado, são um sinal claro de ZERO estratégia e planejamento por parte do governo Trump. Agora, os americanos têm opções limitadas para evacuar em um momento extremamente perigoso, sem qualquer assistência do governo", escreveu o senador democrata Andy Kim no X, por exemplo.
"Tudo foi destruído no Irã", diz Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que sua ofensiva no Irã em parceria com Israel destruiu "praticamente tudo" no país do Oriente Médio e anunciou que uma nova onda de ataques ocorrerá "em breve".
"Praticamente tudo foi destruído no Irã", declarou Trump durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
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Trump afirmou querer "alguém de dentro" do regime dos aiatolás para assumir o controle do país, mas que "a maior parte das pessoas que tínhamos em mente (para assumir) morreram".
“A maioria das pessoas que tínhamos em mente está morta. E temos outro grupo. Eles também podem estar mortos, segundo relatos. Então teremos uma terceira onda, e muito em breve não vamos conhecer ninguém", afirmou.
O presidente norte-americano reforçou que a ofensiva continuará pelas próximas semanas, com lançamento de mísseis e drones, e endossou novamente sua decisão de bombardear o Irã: "Eu ataquei porque achei que eles atacariam antes", disse.
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler alemão Friedrich Merz na Casa Branca nesta terça-feira (3) e disse que conversariam sobre a guerra, acrescentando que o líder alemão "tem ajudado".
"Eles [Alemanha] estão nos permitindo desembarcar em certas áreas, e nós agradecemos, e eles estão apenas nos deixando confortáveis", disse Trump, acrescentando que não está pedindo que a Alemanha envie tropas terrestres.
Merz partiu de Berlim para Washington no mesmo dia em que a Alemanha e a França anunciaram planos para aprofundar a cooperação em matéria de dissuasão nuclear -, mais uma medida dos europeus para se adaptarem às mudanças na relação transatlântica em meio às ameaças contínuas da Rússia e à temida instabilidade ligada ao conflito com o Irã.
O chanceler alemão foi o primeiro líder europeu a visitar Washington após os ataques ao Irã – que bloquearam uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo e mergulharam o setor aéreo global no caos.
Inicialmente prevista para se concentrar no comércio, a reunião será ofuscada pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros líderes iranianos no fim de semana.
No domingo, Merz não criticou os ataques aéreos dos EUA, mas também não chegou a endossar a operação, que, segundo críticos de Trump, foi realizada sem justificativas suficientes e sem o respaldo legal necessário no direito internacional.
Mais de 11 mil voos foram cancelados por causa da guerra no Oriente Médio
Trump diz que 'praticamente tudo foi destruído no Irã'
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de março de 2026. — Foto: Jonathan Ernst/ Reuters
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03/03/2026 16h37 Atualizado 03/03/2026
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Fonte:
G1 Mundo