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Economia

Guerra e divergências na agenda podem deixar encontro Lula-Trump para abril

Guerra e divergências na agenda podem deixar encontro Lula-Trump para abril Reprodução
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, inicialmente prevista para março, deve ser adiada em algumas semanas. Segundo interlocutores do Planalto e auxiliares do presidente, o encontro entre Lula e Donald Trump tende a ficar para abril, em meio ao agravamento da guerra no Oriente Médio e às dificuldades para fechar a pauta bilateral. Na semana passada, Lula chegou a citar o dia 16 de março como uma data possível para a viagem. Trump, na última sexta, voltou a afirmar, segundo agências internacionais, que quer receber a visita de Lula na Casa Branca. Tudo mudou com a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no sábado. Nesta segunda, o blog chegou a trazer a visão de auxiliares do presidente brasileiro de que a guerra deveria atrasar o encontro, em uma provável visita oficial de Estado. Além do conflito, há ainda dificuldades em fechar uma agenda que agrade ambos os lados. De sua parte, os Estados Unidos querem chegar à reunião com um plano estruturado para a exploração de minerais críticos no Brasil, área considerada estratégica por Washington. Fontes da diplomacia norte‑americana afirmam que é prioridade definir parâmetros, salvaguardas e projetos com potencial de financiamento antes do encontro entre os presidentes. Pelo lado brasileiro, o foco é avançar na agenda de segurança e no combate ao crime organizado — tema considerado prioritário também na conjuntura eleitoral do Brasil. Essa diferença de prioridades tem prolongado as negociações. Além disso, o governo quer mais tempo para negociar o capítulo dos minerais críticos, e diplomatas afirmam que não faz sentido ir a Washington sem algum tipo de acordo fechado. Enquanto isso, uma etapa importante ocorrerá antes da viagem. No dia 18 de março, a Embaixada dos EUA, em parceria com o setor privado, organiza em São Paulo um fórum sobre minerais críticos. A ideia é apresentar projetos brasileiros, discutir financiamento e destravar negociações. Integrantes do governo dos Estados Unidos devem vir ao país para participar das reuniões ligadas ao evento, reforçando a centralidade do tema para Washington. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em novembro, Trump já havia retirado tarifas de 40% sobre diversos produtos brasileiros, após negociação direta com Lula. — Foto: Getty Images Por Ana Flor, Túlio Amâncio, g1 e GloboNews — Brasília 03/03/2026 11h19 Atualizado 03/03/2026 De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. Para se inscrever, entre ou crie uma conta Globo gratuita. Área próxima ao complexo do Conselho de Aiatolás do Irã é atingida, diz agência Brasileiros no Oriente Médio relatam explosões e voos cancelados Troca de ataques, operação por terra e alvos atingidos: o 4º dia de guerra Agropecuária cresce 11,7% e puxa crescimento da economia em 2025 'Ela se sentia muito culpada', conta mãe de vítima de estupro coletivo ANÁLISE: atacados pelo Irã, países vizinhos do Golfo vivem dilema Petróleo dispara mais de 7% após Irã fechar o Estreito de Ormuz Flamengo acerta a contratação do técnico Leonardo Jardim
Fonte: G1 - Economia (Negócios)

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