CFOs Redefinem Estratégia de IA: Foco em Retorno Mensurável e Governança Essencial
Líderes financeiros globalmente exigem prestação de contas dos investimentos em inteligência artificial, marcando uma virada decisiva na agenda corporativa e na criação de valor.
Reprodução
A Inteligência Artificial, antes vista como um imperativo de investimento por si só, agora enfrenta um escrutínio sem precedentes sob a ótica dos diretores financeiros. O recente CFO Survey Q2 2026 da Grant Thornton revela uma mudança paradigmática: o debate não é mais sobre se investir em IA, mas como garantir que esses investimentos gerem retornos mensuráveis e sejam devidamente controlados.
A pesquisa, que ouviu 232 líderes financeiros, aponta uma contradição intrigante: enquanto o otimismo econômico geral atingiu o menor patamar em 20 trimestres (apenas 37%), a intenção de ampliar investimentos em tecnologia e transformação digital permanece alta (67%). Essa disparidade sublinha a percepção da tecnologia como um porto seguro para a competitividade em tempos de incerteza. Contudo, a consultoria destaca uma lacuna crítica: a maioria das empresas ainda carece de mecanismos robustos para avaliar o ROI das iniciativas de IA, apontando para a necessidade urgente de métricas claras e disciplina na alocação de capital.
Essa nova postura eleva o papel do CFO de mero guardião financeiro a um protagonista estratégico, participando ativamente das decisões sobre inovação e geração de valor. A governança, indicadores de desempenho e o acompanhamento rigoroso da execução dos projetos de IA tornam-se tão cruciais quanto a própria adoção da tecnologia, redefinindo o conceito de eficiência para além do corte de custos, focando em investir melhor e usar a tecnologia para ganhos de produtividade e vantagem competitiva sustentável.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A fase inicial de adoção da IA foi marcada por um entusiasmo generalizado e, por vezes, pela falta de métricas claras de sucesso, tratando o investimento como um 'must-have' estratégico sem foco imediato no ROI.
- Apesar do pessimismo econômico de 37% dos CFOs (o menor em 20 trimestres), 67% planejam aumentar investimentos em tecnologia, enquanto 60% já veem tecnologia e IA como o principal fator de geração de valor em fusões e aquisições.
- A necessidade de governança clara e retorno mensurável em IA se alinha à crescente complexidade do mercado e à pressão por resultados financeiros tangíveis, especialmente em um cenário global de inflação elevada e desafios na cadeia de suprimentos.