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Gauff analisa conflitos no Oriente Médio e critica o longo calendário

Gauff analisa conflitos no Oriente Médio e critica o longo calendário Reprodução
Indian Wells (EUA) – Sempre engajada sobre questões sensíveis, a norte-americana Coco Gauff teceu fortes declarações na coletiva de imprensa concedida em Indian Wells, onde disputa o prestigiado WTA 1000 californiano a partir dessa semana. Como cabeça de chave 4, ela sai adiantada na chave e estreia contra quem passar do embate entre a convidada canadense Bianca Andreescu e a qualificada uzbeque Kamilla Rakhimova. Além de abordar a guerra no Oriente Médio, ela criticou o extenuante calendário, mencionou questões acerca da saúde mental das atletas e também entrou no mérito da possibilidade de alguns eventos do circuito feminino serem disputados em melhor de cinco sets, ressaltando ser contra o formato. A atual número 4 do ranking da WTA analisou os conflitos globais, que vêm se intensificando. Inclusive, o seu técnico Gavin MacMillan está no Oriente Médio, com dificuldades de retornar, após Gauff ter disputado o WTA 1000 de Dubai no final de fevereiro, tendo alcançado as semifinais. “Meu treinador, Gavin, está lá neste momento. Ele está impossibilitado de sair e eu não sei se vai conseguir vir. Só quero que ele esteja em segurança”, disse Gauff. Sem poupar críticas ao cenário complexo envolvendo a sua própria nação, Gauff discorreu que a paz deveria prevalecer. “Quero dizer, antes de tudo, o que está acontecendo é lamentável, e meus pensamentos e orações estão com todos os afetados, porque vidas inocentes estão sendo perdidas. Acho que há muita violência desnecessária acontecendo”, atestou. + Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp Porém, ela garantiu que nunca se sentiu ameaçada ao jogar na região e rejeitou que a violência seja exclusividade do local. “Há muito ódio sendo direcionado ao Oriente Médio, mas acho que são apenas circunstâncias infelizes que estão acontecendo agora, e o momento de tudo isso torna a situação difícil. É uma daquelas coisas em que a violência pode acontecer. Por exemplo, nos Estados Unidos temos muitos tiroteios em massa e sempre há uma incerteza em relação a isso”, ponderou. Se fora das quadras o ambiente preocupa, Gauff também demonstra insatisfação em relação ao calendário extenso. Ela não descarta a ideia de diminuir o ritmo e saltar algumas competições. “Talvez no futuro eu passe a pular Doha. Eu adoro o lugar, mas não tenho jogado bem por lá. Acho que a temporada é muito cheia, e ter um Grand Slam e, uma semana depois, disputar dois WTA 1000 seguidos é complicado. Especialmente para jogadoras norte-americanas é uma viagem muito longa”, reiterou a ex-vice líder do ranking. A atleta de 21 anos demonstra maturidade ao destacar novamente a relevância da saúde mental e de como tem se preparado para evitar eventuais episódios de estresse extremo. “Eu não diria que cheguei a ter burnout, mas tem horas em que você fica mentalmente esgotada, cansada de tudo, e começa a se perguntar por que está fazendo aquilo”, disse em referência ao que a patinadora artística Alysa Liu enfrentou recentemente, com enorme pressão para atingir resultados expressivos. Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.
Fonte: UOL Esporte

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