Falha Crítica na Medicação de Recém-Nascido em Palmas Desencadeia Alerta sobre Segurança do Paciente
O caso de uma bebê em uma maternidade da capital tocantinense revela profundas lacunas nos protocolos de saúde e desafia a confiança pública nos serviços hospitalares regionais.
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A recente denúncia de uma família em Palmas, Tocantins, sobre a suposta aplicação incorreta de medicação em sua filha recém-nascida, que resultou em necrose no pé da pequena Sarai, de apenas 15 dias, lança uma luz sombria sobre os desafios da segurança do paciente em unidades de saúde regionais. O incidente, que mobilizou o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-TO), transcende a dor particular de uma família, apontando para falhas sistêmicas que exigem atenção urgente e uma revisão profunda dos procedimentos.
Segundo o relato do pai, Erick Queiroz, o erro teria ocorrido na Maternidade Dona Regina (HMDR), onde um acesso venoso mal posicionado teria permitido que o medicamento fosse aplicado diretamente na pele da bebê. Essa falha de vigilância, que se estendeu por um período, evoluiu para a morte dos tecidos (necrose) no pé da criança. A peregrinação da família por diferentes unidades de saúde – da Maternidade Dona Regina ao Hospital Santa Tereza e ao HGP – sublinha não apenas a gravidade do quadro clínico de Sarai, mas também a complexidade de um sistema que, por vezes, falha em garantir a continuidade e a qualidade do tratamento essencial.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e o Hospital Santa Tereza foram contatados, com a SES-TO afirmando que as informações do prontuário são confidenciais. Essa postura, embora respaldada por normas de sigilo, gera um vácuo de informações que amplifica a preocupação pública e a urgência por respostas claras e um processo investigativo transparente por parte do Coren-TO, a quem a família formalizou a denúncia.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Historicamente, a segurança do paciente tem sido um ponto de debate crítico no Brasil, com diversos estudos apontando que erros de medicação estão entre os eventos adversos mais comuns em hospitais, impactando diretamente a qualidade do cuidado e a recuperação dos pacientes.
- A carência de dados públicos detalhados sobre incidentes de segurança do paciente em hospitais regionais, como os do Tocantins, dificulta a identificação de padrões e a implementação de medidas preventivas eficazes, evidenciando uma lacuna na transparência e na governança da saúde.
- No contexto regional do Tocantins, este caso ressalta a vulnerabilidade dos recém-nascidos e a necessidade premente de rigor nos protocolos de saúde em maternidades, que são a porta de entrada para a vida e o ponto inicial de confiança entre a população e o Sistema Único de Saúde (SUS).