Regional
Dr. Furlan diz que renúncia não tem relação com operação que o afastou da Prefeitura de Macapá
Reprodução
Dr. Furlan renunciou ao cargo de prefeito de Macapá, afirmando que a decisão, antecipada pelo afastamento judicial, visa sua pré-campanha ao governo do Amapá.
A renúncia ocorreu após Furlan ser afastado por Flávio Dino na Operação Paroxismo, que investiga supostas fraudes em licitações da saúde de Macapá.
O MPF aponta fraudes em licitações e desvio de dinheiro. Furlan nega as acusações: "Essa acusação não procede. Provaremos isso durante o processo.".
Em entrevista à Rede Amazônica nesta quinta-feira (5), Dr. Furlan (PSD) afirmou que a decisão de renunciar ao cargo de prefeito de Macapá já estava prevista para que pudesse se dedicar à pré-campanha ao governo do Estado e não tem relação com a operação Paroxismo, que afastou ele e o vice-prefeito Mário Neto nesta quarta-feira (4), por decisão do ministro Flávio Dino, do Superior Tribunal Federal (STF).
A renúncia formal ao mandato foi apresentada nesta quinta-feira em comunicado enviado em ofício à Câmara Municipal de Macapá. O presidente da Câmara, Pedro Da Lua (União), tomou posse como prefeito interino.
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Segundo Furlan, a renúncia estava programada respeitando o período eleitoral e não foi antecipada em razão da operação da PF.
“Já havia a expectativa da população em relação à minha pré-candidatura ao governo do Estado. Estamos no período da janela, em março, para que secretários, prefeitos e governadores anunciem suas candidaturas. A renúncia estava programada para março. Com o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal, o qual respeitamos, cumprimos, mas discordamos, antecipamos nossa renúncia para nos dedicarmos integralmente à pré-campanha ao governo do estado do Amapá”, disse.
Furlan diz que a equipe jurídica trabalha para que o vice retorne ao cargo.
“Respeitamos o trabalho dos profissionais, da Polícia Federal e as decisões judiciais, mas discordamos frontalmente, tanto do afastamento quanto de outras questões que estão sendo levantadas. Nossa equipe jurídica já está tomando as medidas necessárias para garantir o retorno do vice-prefeito Mário Neto”, afirmou.
O que se sabe sobre a operação que investiga desvio de recursos da saúde e afastou prefeito e vice de MacapáEntenda como funcionava o suposto esquema de fraude na saúde de Macapá
A operação afastou, além de Dr. Furlan e Mário Neto, a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e Walmiglisson Ribeiro da Silva, chefe do setor de licitação da prefeitura.
A investigação apura supostas fraudes em licitações da saúde envolvendo contratos milionários ligados às obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. O ministro Flávio Dino autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão no Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.
O Ministério Público Federal (MPF) afirma que a Secretaria Municipal de Saúde teria sido estruturada para favorecer a empresa Santa Rita Engenharia Ltda. O relatório indica que o edital incluiu exigências técnicas muito específicas, sem relação direta com toda a obra do Hospital Municipal.
Essas exigências, segundo os investigadores, funcionaram como barreira e teriam afastado outras empresas da concorrência.
Após a assinatura do contrato nº 005/2024, os sócios da empresa passaram a realizar saques em espécie, fracionados e incompatíveis com a atividade.
Para os investigadores, essas movimentações indicam desvio e lavagem de dinheiro. Em alguns episódios, grandes quantias, como R$ 400 mil, teriam sido transportadas em mochilas e movimentadas em veículos ligados a agentes públicos, incluindo o prefeito.
Furlan afirma que as acusações não procedem e que o cronograma físico-financeiro da obra está em dia.
“Essa acusação não procede. Provaremos isso durante o processo. O hospital municipal está operando a todo vapor, com o cronograma físico-financeiro em dia. Tenho certeza de que a obra será entregue no final de 2026, seja pela continuidade do prefeito interino ou pelo retorno do prefeito Mário Neto”, afirmou.
A obra está orçada em cerca de R$70 milhões. O ministro Flávio Dino autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados.
Prefeito de Macapá, alvo de operação da PF, é afastado do cargo
Documento alega que sócios da empresa passaram a realizar diversos saques em espécie — Foto: Reprodução/JH
Dr Furlan (PSD) renunciou ao cargo de prefeito de Macapá — Foto: Isadora Pereira/g1
PF deflagra segunda fase da Operação Paroxismo em Macapá — Foto: Polícia Federal/divulgação
Dr.Furlan e o vice Mário Neto — Foto: Isadora Pereira/g1
Por Mariana Ferreira, Crystofher Andrade*, g1 AP
05/03/2026 16h20 Atualizado 05/03/2026
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Fonte:
G1 - Amapá