Economia
Mercados em Foco: Tensão no Irã, Emprego EUA e Lucro Petrobras
Reprodução
O dólar voltou a subir nesta sexta-feira (6) e operava em alta de 0,10%, cotado a R$ 5,2914 perto das 10h50. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,42% no mesmo horário, aos 179.714 pontos.
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▶️ O aumento das tensões no Oriente Médio, voltam a guiar os mercados nesta sexta-feira. Este 7º dia de conflito começou com novos ataques dos EUA e de Israel ao Irã e ao Líbano. O governo americano ainda afirmou que entrou em uma nova fase da guerra, que envolve um "aumento drástico" do poder de fogo sobre o território iraniano, novos ataques ao programa de mísseis de Teerã e bombardeios à "infraestrutura do regime" dos aiatolás.
Com temores sobre eventuais impactos do conflito no mercado de petróleo, a commodity sinalizava mais um dia de alta nesta. Pela manhã, os índices futuros do barril do Brent, referência internacional, subiam mais de 4% perto das 9h15, cotado a US$ 89,38.
▶️ No noticiário local, as atenções seguiam voltadas aos desdobramentos da nova prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banqueiro chegou nesta quinta-feira à Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, e deve ficar em isolamento por 10 dias.
A nova fase da Operação Compliance Zero revelou que o banqueiro comandava uma "milícia privada" chamada "A Turma". O grupo era usado para intimidar e espionar adversários e também acessava ilegalmente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol. Dois servidores do Banco Central também estariam envolvidos.
▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com os novos dados do payroll, relatório de emprego oficial dos Estados Unidos. Segundo o documento, a economia americana surpreendeu e fechou vagas de trabalho em fevereiro. Houve uma redução de 92 mil postos.
▶️ O resultado da Petrobras, divulgado na véspera, também fica no radar. A companhia informou um lucro de R$ 110, 1 bilhões em 2025, uma alta de 200% em relação a 2024. O resultado positivo da estatal ocorreu mesmo diante de um cenário considerado desafiador, marcado pela queda nos preços do petróleo no último ano.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Acumulado da semana: +2,97%;Acumulado do mês: +2,97%;Acumulado do ano: -3,68%.
Acumulado da semana: -4,41%;Acumulado do mês: -4,41%;Acumulado do ano: +12%.
Escalada das tensões no Oriente Médio
A escalada das tensões no Oriente Médio volta a guiar os mercados financeiros nesta sexta-feira (6), em meio às preocupações dos investidores com o bloqueio do Estreito de Ormuz e seus efeitos no mercado de petróleo.
O chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), almirante Brad Cooper, afirmou que os EUA entraram em uma nova fase da guerra com o Irã, que envolve um "aumento drástico" do poder de fogo sobre o território iraniano, novos ataques ao programa de mísseis de Teerã e bombardeios à "infraestrutura do regime" dos aiatolás.
“À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, afirmou. Isso deve levar algum tempo, segundo ele.
Pela manhã, tanto Israel quanto os EUA anunciaram novos ataques na região.
Nesta semana, analistas do banco J.P. Morgan alertaram que o fechamento do Estreito de Ormuz pode começar a afetar o fornecimento global de petróleo em poucos dias. Caso o bloqueio continue, cerca de 3,3 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado.
O Iraque, segundo maior produtor da Opep, já reduziu sua produção em quase 1,5 milhão de barris por dia, por falta de espaço para armazenar o petróleo e dificuldades para exportá-lo.
Já o Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações — uma medida usada quando eventos fora do controle impedem o cumprimento de contratos. Fontes do setor dizem que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.
Diante das preocupações, os preços do petróleo marcavam mais um dia de alta nesta sexta-feira. Perto das 09h15, o barril do Brent, referência internacional, subia mais de 4%, cotado a US$ 89,38. Já o WTI, dos EUA, tinha alta de 5,94%, a US$ 85,78.
Petrobras divulga lucro de R$ 110 bilhões em 2025
Os investidores também avaliam os resultados da Petrobras, divulgados na véspera. A companhia informou um lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, resultado que representa alta de cerca de 200% em relação a 2024, quando a companhia havia lucrado R$ 36,6 bilhões. Na prática, o resultado indica que o lucro da estatal quase triplicou em um ano.
Segundo a empresa, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário considerado desafiador, marcado pela queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent crude oil ao longo do ano.
De acordo com a companhia, o resultado foi sustentado principalmente pelo aumento da produção de óleo e gás e pela melhora da eficiência operacional.
“O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota.
As preocupaçõe com o conflito no Irã continuam a afetar os mercados globais nesta sexta-feira.
Em Wall Street, os índices futuros do Dow Jones, do S&P 500 e do Nasdaq Composite operavam em queda.
Na Europa, os principais índices acionários também caíam nesta sexta-feira, caminhando para a pior semana em quase um ano.
Perto das 9h30, o índice pan-europeu STOXX 600 caía 1,10%. Na Alemanha, o DAX tinha queda de 0,99% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, recuava 1,12% e o FTSE 100, do Reino Unido, desvalorizava 0,67%.
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong encerraram uma semana em baixa, apesar da alta desta sexta-feira. O resultado refletiu o peso dos riscos geopolíticos no otimismo do mercado e as poucas surpresas nos sinais políticos da reunião parlamentar anual.
No fechamento, o índice de Xangai teve alta de 0,38%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias específicas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,27%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,72%.
Entre os demais índices da região, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,6%, enquanto o Kospi, de Seul, teve valorização de 0,02%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Dólar — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Por Redação g1 — São Paulo
06/03/2026 09h00 Atualizado 06/03/2026
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Fonte:
G1 - Economia (Negócios)