Justiça do Trabalho Intervém e Bloqueia Frota de Ônibus no Acre em Meio a Crise Trabalhista e Financeira
A decisão judicial que impede a Ricco Transportes de remover seus veículos do estado revela a complexa teia de desafios que ameaçam a mobilidade urbana e a subsistência de centenas de famílias acreanas.
Reprodução
A Justiça do Trabalho do Acre tomou uma medida drástica ao impedir que a Ricco Transportes e Turismo, operadora do transporte coletivo na capital, retire sua frota de ônibus do estado sem autorização judicial. Essa decisão, que repercute diretamente na vida de milhares de rio-branquenses, é o ápice de uma série de impasses trabalhistas e financeiros que há meses fragilizam o serviço essencial.
A ação, movida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (Sinttpac), expõe atrasos salariais crônicos, pendências no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afetando diretamente mais de 450 trabalhadores e suas famílias. O bloqueio dos bens, portanto, não é apenas uma formalidade legal; é um grito de socorro do sistema e um escudo protetor contra o colapso iminente do transporte público regional.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A Ricco Transportes opera desde 2022 em Rio Branco através de contratos emergenciais, após a saída da antiga concessionária (Auto Aviação Floresta), evidenciando uma lacuna estrutural na gestão do serviço.
- A empresa alega prejuízo acumulado superior a R$ 8,6 milhões em 2025, o que aponta para uma crise financeira profunda, agravada pela defasagem tarifária e problemas de infraestrutura viária.
- Paralisações parciais e suspensão de linhas têm sido recorrentes nos últimos meses, impactando diretamente a rotina de dezenas de milhares de usuários do transporte público na capital acreana.