Menu
Navegação
© 2025 Resumo Instantâneo
Economia

Com alta nas exportações de petróleo, balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro

Com alta nas exportações de petróleo, balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro Reprodução
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, impulsionado por fortes exportações de petróleo. No primeiro bimestre, o saldo positivo acumulado atingiu US$ 8,02 bilhões, superando os US$ 1,87 bilhões do mesmo período de 2025. O Brasil teve um déficit de US$ 265 milhões com os EUA em fevereiro de 2026, com queda nas exportações e importações. Exportações para China, México, União Europeia e Oriente Médio ajudaram a compensar o impacto do "tarifaço" dos EUA. A balança comercial registrou superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (5). 🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. O valor representa melhora em relação ao ano passado, quando o saldo foi deficitário em US$ 467 milhões.Esse também foi o maior superávit para meses de fevereiro desde 2024 (+US$ 5,13 bilhões). O destaque de fevereiro foi o forte crescimento nas exportações de petróleo, principalmente por conta do valor exportado, o preço recuou no mês passado. Já em março, o preço do produto está em alta por conta da guerra no Oriente Médio. 💵 Segundo o governo, em fevereiro: As exportações somaram US$ 26,3 bilhões, com alta de 28,5% pela média diária;As importações somaram US$ 22,1 bilhões, com aumento de 5,7% pela média diária; Destaques das exportações em fevereiro Óleos brutos de petróleo: US$ 3,7 bilhões, com alta de 76,5%Soja: US$ 2,93 bilhões, com aumento de 15,5%Minério de ferro: US$ 2,09 bilhões, com alta de 20,9%Carne bovina: US$ 1,33 bilhão, com crescimento de 41,8%Café não torrado: US$ 1,02 bilhão, com queda de 1,1%Carnes de aves e suas miudezas: US$ 856 milhões, com alta de 9,8% Nos dois primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 8,02 bilhões, informou o governo. Com isso, houve melhora na comparação com o primeiro bimestre de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 1,87 bilhões. No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 50,92 bilhões (alta 13,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária).Já as importações somaram US$ 42,9 bilhões no primeiro bimestre de 2026, com queda de 0,2% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária. Ainda sob impacto do tarifaço dos EUA na maior parte do mês passado, as exportações brasileiras para os EUA recuaram para US$ 2,52 bilhões em fevereiro deste ano, contra US$ 3,17 bilhões no mesmo mês do ano passado. Um recuo de 20,3%. Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos norte-americanos também recuaram no mês passado, para US$ 2,79 bilhões. O recuo foi de 16,5% frente ao mesmo período de 2025 (US$ 3,33 bilhões). ➡️Com estes resultados, a balança comercial com os EUA registrou um déficit de US$ 265 milhões no segundo mês de 2026. O tarifaço do presidente Donald Trump foi implementado de forma gradual, com início em abril para todos os países, embora alguns produtos tenham recebido taxação mais elevada, como aço e alumínio.Em agosto, foi anunciada uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil. Ainda assim, foi divulgada uma extensa lista de exceções, com mais de 700 itens, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes.Com o passar dos meses e a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações avançaram e, em novembro, os EUA retiraram do tarifaço outros produtos brasileiros, como carne bovina, café, açaí e cacau. Ainda assim, parte da pauta continuou tarifada.Em 20 de fevereiro, porém, a Justiça dos EUA decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor o chamado "tarifaço" a outros países sem autorização do Congresso Nacional. Por isso, revogou as sobretaxas específicas impostas a várias nações, mantendo apenas a tarifa geral de 10%. A situação da balança comercial brasileira em janeiro só não foi pior porque o país conseguiu ampliar as exportações para outros mercados, como China, México, União Europeia e Oriente Médio. Esse movimento ajudou a compensar os efeitos do tarifaço dos EUA, ainda vigente em boa parte do mês de fevereiro. Para o Mercosul, porém, foi registrada queda. Exportações para outros blocos e regiões em fevereiro: China: alta de 38,7%, para US$ 7,22 bilhões;Mercosul: queda de 19,5%, para US$ 1,56 bilhão;União Europeia: alta de 34,7%, para US$ 4,23 bilhões;México: crescimento de 24,3%, para US$ 634 milhões;Oriente Médio: alta de 10,8%, para US$ 1,23 bilhão. Balança comercial tem melhora no mês de fevereiro — Foto: Divulgação/Portos RS Por Mariana Assis, Alexandro Martello, Thiago Resende, g1 e TV Globo — Brasília 05/03/2026 15h00 Atualizado 05/03/2026 De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. Para se inscrever, entre ou crie uma conta Globo gratuita. Trump demite secretária de Segurança Interna e escolhe senador de Oklahoma Café com leite, pão com margarina: o que o banqueiro vai comer na prisão 'Tempestade perfeita' abre espaço para delação de Vorcaro, sem apoio da PGR Em conversa, Vorcaro celebra emenda de Ciro Nogueira que favorecia Master Valdemar comenta doação de cunhado de Vorcaro a Bolsonaro: 'Todo mundo doa' PF abre investigação sobre tentativa de suicídio de 'Sicário' na prisão Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em 4 anos e recebeu R$ 721 mil de Lula Jovem que virou sócia de empresa ainda criança diz que usava 'nomes falsos' Alckmin confirma que deixará ministério no começo de abril
Fonte: G1 Economia

Voltar