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Espanha nega cooperação com exército dos EUA após declaração da Casa Branca

Espanha nega cooperação com exército dos EUA após declaração da Casa Branca Cartacapital
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, rejeitou as declarações da Casa Branca A Espanha aceitou “cooperar” com o exército americano em sua guerra contra o Irã, afirmou a Casa Branca nesta quarta-feira 4, depois que Madri se negou a permitir que aviões de guerra americanos usassem suas bases. “Tenho entendido que, nas últimas horas, concordaram em cooperar com o exército americano”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sem dar detalhes sobre em que consistiria esta cooperação. Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, rejeitou as declarações da Casa Branca. “A posição do Governo da Espanha sobre a guerra no Oriente Médio, os bombardeios no Irã e o uso das nossas bases não mudou uma vírgula sequer”, afirmou. “Há um acordo bilateral, e fora do marco desse acordo não haverá nenhum uso das bases sob soberania espanhola. Qualquer operação precisa estar dentro do marco da ONU”, completou o chanceler. Os Estados Unidos têm um acordo com a Espanha para o uso das bases de Rota e Morón, na Andaluzia, no sul do País. Madri recusou, no entanto, sua utilização na ofensiva contra o Irã, alegando que a guerra não se enquadrava na Carta das Nações Unidas. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, publicou em suas redes sociais o posicionamento do governo espanhol com críticas ao conflito. “A posição do Governo espanhol pode ser resumida em quatro palavras: não à guerra”. O conflito de narrativas acontece após, na terça-feira 3, o presidente Donald Trump ameaçar cortar todo o comércio dos EUA com a Espanha após a negativa de permitir que aviões americanos usassem bases espanholas para atacar o Irã. “Não queremos ter nada a ver com a Espanha”, acrescentou, após a decisão do governo presidido pelo socialista Pedro Sánchez. CartaCapital Há 31 anos, a maior referência progressista em jornalismo no Brasil. Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo. O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade. Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta. Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder. Para proteger e incentivar discussões produtivas, os comentários são exclusivos para usuários cadastrados junto a CartaCapital.
Fonte: Cartacapital

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