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Brasileira desaparecida há anos nos EUA é encontrada morta por hipotermia no Canadá
Reprodução
A brasileira Letícia Alves de Oliveira, encontrada morta no Canadá, foi vítima de hipotermia, segundo ONG e família. Seu corpo foi achado em Quebec.
Natural de Goiânia, Letícia foi para os EUA em 2023 e teve o último contato com a família em dezembro do mesmo ano.
O DNA para identificação foi coletado durante detenção nos EUA (jan-abr/2024), com confirmação oficial em 26 de fevereiro deste ano.
A família, que deixou uma filha de 12 anos, criticou o arquivamento do caso pela PF: "As autoridades não escutaram nosso grito de socorro".
A brasileira Letícia Alves de Oliveira, que foi encontrada morta no Canadá, foi vítima de hipotermia, segundo informações da família. Outra fonte que atesta essa informação é a ONG Unidentified Human Remains Canada, que noticiou que o corpo de Letícia foi encontrado por caçadores em uma floresta de Quebec.
"A vítima estava vestindo várias peças de roupa, incluindo um gorro, casaco de inverno, jeans, meias de lã e botas de inverno. Foi realizada uma autópsia e a causa provável da morte foi hipotermia ambiental", diz o texto publicado pela ONG nesta semana.
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Segundo a ONG canadense, o corpo da brasileira foi encontrado em abril de 2024. Frederico Alves de Oliveira, primo de Letícia, disse que a confirmação do DNA só saiu no dia 26 de fevereiro deste ano.
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Um familiar da brasileira conversou com o g1 e esclareceu que Letícia era natural de Goiânia, mas foi para os Estados Unidos em 2023. Segundo ele, a última informação confiável que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em dezembro daquele ano.
Frederico contou que Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Segundo a família, ela havia iniciado um processo de solicitação de visto americano em um escritório de advocacia em Boston, em 2023.
"Letícia sonhava alto, queria terminar seu doutorado e sonhava em viver num mundo menos intolerante. Espero que eu redescubra a paz no futuro, mas agora meu sentimento é de profunda escuridão", disse o primo.
No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, Frederico conta que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou detida entre janeiro e abril de 2024, desde então a família não tinha notícias do paradeiro de Letícia e não sabem dizer porque ela teria ido para o Canadá.
A brasileira deixou uma filha, hoje com 12 anos, com quem ela mantinha contato por telefone enquanto estava no exterior. Frederico contou que as redes sociais de Letícia foram gradualmente apagadas e a conta no Facebook, deletada no início de 2024.
Ele disse ainda que a Polícia Federal arquivou o caso de Letícia e que foram anos de angústia desde o desaparecimento dela. "As autoridades não escutaram nosso grito de socorro", desabafou.
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Por Vinícius Silva, Letícia Fiuza, g1 Goiás
05/03/2026 15h43 Atualizado 05/03/2026
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Fonte:
G1 - Goiás