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'Bolsonarismo não está derrotado, está disseminado. Basta ver os patrões demitindo funcionários que votaram no Lula', diz filósofo Renato Lessa
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Crédito, AFP via Getty Images
A ida de Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição presidencial, para a Flórida, nos Estados Unidos, terá efeitos significativos na vida política do Brasil — sobretudo para o campo da direita que, na análise do filósofo político Renato Lessa, professor do Departamento de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), tem agora uma chance de voltar à superfície. É que, à medida em que o bolsonarismo ficará politicamente desorganizado, com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso, e seus filhos mais velhos, Flávio e Eduardo, no exterior, diz Lessa, a direita democrática — que estava "colonizada" — poderá reequilibrar o jogo de forças com a esquerda, tal como aconteceu depois da Constituição de 1988 até os anos 2010. "Sempre que se fala em autocrítica, é para se referir à esquerda, mas a direita também precisa fazer uma autocrítica.
Por que isso importa?
"Sempre que se fala em autocrítica, é para se referir à esquerda, mas a direita também precisa fazer uma autocrítica.
Contexto Rápido
- Seria importante se a política brasileira voltasse ao eixo", diz ele à BBC News Brasil.
- Mas isso não quer dizer que o bolsonarismo, como fenômeno social, ficará mais fraco.
- Mas a irrupção do homo bolsonarus na política brasileira só foi possível, na análise do filósofo, após a ruptura na trajetória de aprofundamento da democracia causada pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), entre 2015 e 2016.
Dados de contexto baseados em estatísticas públicas
e levantamentos históricos.
Fonte:
BBC News
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