Ala do STF defende julgamento da Lei da Dosimetria após eleições
A ala do Supremo Tribunal Federal (STF) que defende julgar após as eleições as ações que questionam a chamada Lei da Dosimetria, aprovada em 2025, está buscando uma alternativa para revisar a pena de condenações, especialmente da condenação de Jair Bolsonaro por crimes de atentado ao Estado.
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A ala do Supremo Tribunal Federal (STF) que defende julgar após as eleições as ações que questionam a chamada Lei da Dosimetria, aprovada em 2025, está buscando uma alternativa para revisar a pena de condenações, especialmente da condenação de Jair Bolsonaro por crimes de atentado ao Estado Democrático de Direito.
A Lei da Dosimetria prevê a redução de penas para condenados que atentaram contra o país em ataques de 8 de janeiro de 2023. A norma foi vetada integralmente pelo ex-presidente Lula, mas parte do veto foi derrubada no Congresso, e a lei foi finalmente promulgada.
A defesa de Bolsonaro alega que a alteração na Lei da Dosimetria pode reduzir a sua pena entre 2 anos e 5 meses a 3 anos. A Lei alterou dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal para estabelecer novos critérios de progressão de regime e remição de pena.
O relator Alexandre de Moraes suspendeu em maio a aplicação da lei até que o plenário do STF analise ações que questionam a validade da regra. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou, enfatizando que a Lei da Dosimetria não representa um desvio de finalidade.
Agora, o ministro Kassio Nunes Marques, relator das revisões criminais de Bolsonaro, já indicou que pode levar para análise do plenário do STF essas revisões, após o segundo turno das eleições, o que poderia simplificar o processo de revisar a condenação de Bolsonaro.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Uma ala do STF defende julgar após as eleições as ações que questionam a Lei da Dosimetria, prevendo a redução de penas para atentados golpistas.
- A Lei da Dosimetria foi aprovada em 2025 e alterou dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a suspensão da Lei da Dosimetria, defendendo que ela não representa um desvio de finalidade.
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