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Estado de Saúde de Investigado da Operação Compliance Zero Gera Versões Conflitantes

Estado de Saúde de Investigado da Operação Compliance Zero Gera Versões Conflitantes Metrópoles
06/03/2026 09:51, atualizado 06/03/2026 15:16 A prisão de Luiz Phillipi Mourão, apontado pela investigação como “sicário” ligado ao empresário Daniel Vorcaro, deu início a uma guerra de versões sobre o estado de saúde do investigado após uma tentativa de suicídio dentro da carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte. Mourão, de 43 anos, foi preso durante a Operação Compliance Zero, que apura crimes relacionados ao escândalo do Banco Master. Segundo a investigação, ele atuava como líder operacional de um núcleo responsável por intimidar e constranger adversários do banqueiro. Nos autos, é descrito como um matador de aluguel, apelidado pelos próprios comparsas de “Sicário”. A tentativa de suicídio ocorreu na tarde de quarta-feira (4/3), enquanto Mourão aguardava audiência de custódia na sede da PF na capital mineira. Policiais perceberam a situação cerca de 10 minutos depois e iniciaram manobras de reanimação. Procedimento que durou cerca de 30 minutos. O atendimento foi realizado inicialmente por agentes do Grupo de Pronta Intervenção da PF e depois por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O investigado foi levado em estado grave ao Hospital João XXIII, referência em trauma em Minas Gerais. Ao longo das horas seguintes, informações divergentes sobre o estado de saúde de Mourão passaram a ser dadas por instituições envolvidas no caso. Na noite de quarta-feira, a Polícia Federal confirmou que médicos do hospital teriam constatado morte cerebral. Minutos depois, porém, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgou nota afirmando que o paciente seguia internado em estado gravíssimo no CTI. Nessa quinta-feira (5), a defesa apresentou uma terceira versão. Segundo o advogado Robson Lucas da Silva, Mourão permanece vivo e internado em estado grave, porém sem abertura do protocolo médico para confirmação de morte encefálica. A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio na custódia da corporação. As imagens teriam registrado toda a sequência do episódio e mostram que nenhum objeto além da própria camisa foi utilizado. A PF informou ainda que as gravações serão encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, onde o caso é relatado pelo ministro André Mendonça. Segundo a investigação, Mourão tem um histórico ligado a atividades criminosas e coordenava um dos núcleos da organização suspeita de atuar em favor de interesses ligados ao Banco Master. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou que Mourão já era réu em outro processo por participação em organização criminosa, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro. Registros da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais indicam que ele chegou a ficar preso por cinco dias em 2020. Durante a operação que levou à prisão do investigado, a Polícia Rodoviária Federal também apreendeu um carro blindado ligado a ele na BR-381, no sul de Minas. O veículo, avaliado em mais de R$ 700 mil, era conduzido por um casal que acabou preso por ordem do Supremo Tribunal Federal. Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles.
Fonte: Metrópoles

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